domingo, 8 de abril de 2012
SUGESTÃO PARA ESTUDAR AS LIÇÕES BÍBLICAS DA CIÊNCIA CRISTÃ.
terça-feira, 27 de março de 2012
MODELO DE INSTALAÇÃO E O SISTEMA DAS DOZE TRIBOS DE ISRAEL
MODELO DE INSTALAÇÃO E O SISTEMA
DAS DOZE TRIBOS DE ISRAEL
Guia de Leitura aos Mapas da Bíblia
Euclides Martins Balancin – Editora Paulus
Árvore geneológica de personagens bíblicos
1. Modelo de instalação
Existem três teorias para explicar como os israelitas se instalaram no território de Canaã:
a. Conquista: É a hipótese tradicional e, aparentemente, parece ser a melhor forma de compreender a rápida emergencia de Israel em Canaã: no prazo de uma geração, os iraelitas conseguiram aniquilar os habitantes anteriores da região e foram capazes de preencher o vazio com sua própria cultura e religião. O território foi repartido e as doze tribos o ocuparam imediatamente.
Essa explicação se apóia em dados bíblicos. A própria arqueologia, ao comprovar a destruição de cidades cananéias nesse período e, a seguir, uma nova ocupação, ajudou a sustentar essa hipótese.
b. Imigração: Aos poucos, porém, os estudiosos foram percebendo que as próprias tradições bíblicas não eram tão unânimes a respeito de uma conquista rápida. Textos mostram a dificuldade de ocupação e parecem demonstrar que houve uma entrada mais lenta e pacífica na terra. Tal instalação, segundo os defensores do modelo, se deu desde os tempos dos patriarcas até à época de Davi.
Esses estudiosos negam uma evidencia arqueológicas de conquista rápida da terra pelos israelitas. O ponto dessa teoria é que ela trabalha com provas seletivas, sem considerar a perspectiva bíblicas global.
c. Revolta: Este modelo trabalha sobre o contexto histórico-socioeconômico de Canaã: o grupo proveniente do deserto, trazendo a crença num Deus libertador, exerceu uma influência ideológica aglutinadora dos movimentos camponeses que já fervilhavam em Canaã contra as cidades-estado. Unidos, tornaram-se uma força muito grande dentro do território, a ponto de levar a termo a revolta contra os reis opressores. Este modelo, portanto, não encara a instalação como um conflito entre cananeus e israelitas, mas entre camponeses oprimidos, ajudados pelo grupo que se libertou do Egito, contra as cidades-estado opressoras. Muitos passaram a aceitar Javé como o se Deus. Os levitas, que trouxeram a fé no Deus do êxodo, se tornaram os ideólogos da nova sociedade.
2. O sistema das doze tribos de Israel
Com o sucesso da revolta, o sistema de sociedade que existia em Canaã foi mudado. O novo sistema pode ser reconstituído da seguinte maneira(cf. o quadro “sistema das doze tribos”):
Existia uma CONFEDERAÇÃO ou LIGA DE TRIBOS, que articulava as outras unidades autonomas: tribo (shebt), associação protetora (mishphah; no quadro sigla AP) e casa-do-pai (be’ab; no quadro sigla C).
Através de assembléias, homens adultos de todas as tribos se reuniam periodicamente para celebrar a Aliança, produzir as ideologias orientadoras, elaborar e propagar leis, juntamente com os levitas, que eram encarregados das atividades cerimoniais e da formação das tradições. Se a assembléia era reunida para a guerra, recrutavam-se homens das tribos que queriam cooperar. Existia provavelmente um juiz de todo o Israel, para uniformizar as leis e julgar os casos remetidos pelas tribos.
A tribo também fazia suas assembléias para a celebração cultual, a produção de tradições regionais tribais, e para decidir o início de uma guerra regional. Na tribo também eram realizadas assembléias de anciões. Estes decidiram a favor da guerra ou da paz e, talvez, serviam como tribunal de apelação; organizavam a distribuição de excedentes aos mais carentes. Os levitas também eram ativos na tribo.
A associação protetora (AP), composta de mais ou menos 50 casas-do-pai (C), era coordenada pelos chefes dessas casas. Eles tratavam do auxílio econômico mútuo, recrutamento militar, celebrações cultuais, execução de leis em consonância com a tribo e a confederação, e dos acordos matrimoniais.
A casa-do-pai (C) era a unidade primária residencial e econômica, incluindo um total de mais ou menos 45 ou 50 pessoas entre esposas, filhos, filhas solteiras e parentes por afinidade. Reproduzia, através do matrimônio, os tabus existentes; era em grande parte auto-suficiente na produção, distribuição e consumo dos produtos agrícolas e pastoris; exercia a educação e o controle social, inculcando as obrigações básicas e as convicções ideológicas de todo israelita. Era na casa-do-pai que se celebrava a Páscoa.
Conclusão: Nesse novo sistema da Liga das Tribos eram fundamentais as assembléias, tanto em nível religioso(ideológico), como econômico e político. Outra figura sobressalente no sistema eram os levitas, verdadeiros preservadores e transmissores da fé javista, seja através do culto como da educação. Por isso, eles não possuíam território próprio, mas estavam presentes em todas as tribos embora sua origem seja de época incerta, tinham como finalidade assegurar o direito do réu se proteger enquanto não houvesse um processo legal sobre a acusação movida contra ele.
No periodo em que vigorou o sistema das doze tribos, os filisteus e as cidades-estado cananéias que ainda resistiam e procuravam manter o sistema anterior, se tornaram sempre empecilho e perigo para a preservação do novo modo de sociedade instaurado por aqueles que se regiam pela fé em Javé, o Deus libertador.
3. Data mais importante
Cerca de 1200 a.C.: os filisteus no sul da região costeira de Canaã.
4.Lista de Juízes
a. Juízes Maiores (= líderes carismático)
Otoniel (Jz 3:7-11)
Aod (Jz 3:12-30)
Débora e Barac (Jz 4-5)
Gedeão (Jz 6-7)
Jefté (Jz 10:6-12,7)
Sansão (Jz 13-16)
a. Juízes Menores (exerciam função judicial)
Samgar (Jz 3:31)
Tola (Jz 10:1-2)
Jair (Jz 10:3-5)
Abesã (Jz 12:8-10)
Elon (Jz 12:11-12)
Abdon (Jz 12:13-15)
4.Bibliografia
BRIGHT, J., História de Israel, pp 164-234.
CAZELLES, H., História política de Israel, pp. 70-117.
HARRINGTON, W. J., Chave para a Bíblia pp. 87-96.
GOTTWALD, N. K., As tribos de Iahweh, pp. 201-440, 495-710.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
AMIGO DOS EXCLUÍDOS
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1ª Oficina Bíblica de Férias
Garuva, Santa Catarina, Brasil
Janeiro de 2011
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I. Comentários sobre relatos bíblicos:
Os estudos bíblicos se constituem numa vibrante área de pesquisa que publica de forma intensa. Isso deve-se ao facínio que os textos antigos exercem sobre os leitores contemporâneos, seja como texto de saber histórico, seja como texto que sempre se mostra aos leitores de forma renovada.
Por isso, a Bíblia é estudada numa riqueza de perspectivas, abordagens, métodos e hermenêuticas. Ao interesse pelo texto bíblico soma-se a busca por sua origem, da mesma forma que pelos textos que lhe são vizinhos: os apócrifos, pseudepígrafos, os Manuscritos do Mar Morto.
Gabrielle Boccaccini - leciona no Departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade de Michigan, E.U.A..
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AMIGO DOS EXCLUÍDOS
Marcos 1:40-45
por Instituto Humanitas Unisinos (IHU)
“O homem leproso representa a solidão e o desespero de tantos estigmatizados” - o teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto de Marcos 1:40-45.
Jesus era muito sensível ao sofrimento de quem encontrava no Seu caminho, marginalizados pela sociedade, desprezados pela religião ou rejeitados pelos setores que se consideravam superiores moral ou religiosamente.
É algo que Lhe sai de dentro. Sabe que Deus não discrimina ninguém. Não rejeita nem excomunga. Não é só dos bons. A todos acolhe e bendiz. Jesus tinha o hábito de levantar-se de madrugada para orar. Em certa ocasião revela como contempla o amanhecer: "Deus faz sair o Seu sol sobre bons e maus". Assim é Ele.
Por isso, por vezes, reclama com força que cessem todas as condenações: "Não julgueis e não sereis julgados". Outras, narra pequenas parábolas para pedir que ninguém se dedique a "separar o trigo e o joio" como se fosse o juiz supremo de todos.
Mas o mais admirável é a Sua atuação. O rasgo mais original e provocativo de Jesus foi o Seu hábito de comer com pecadores, prostitutas e gente indesejável. O fato é insólito. Nunca se tinha visto, em Israel, alguém com fama de "homem de Deus" comendo e bebendo animadamente com pecadores.
Os dirigentes religiosos mais respeitáveis não o puderam suportar. A sua reação foi agressiva: "Aí tendes a um comilão e bêbado, amigo de pecadores". Jesus não se defendeu. Era certo. No mais íntimo do Seu ser sentia um respeito grande e uma amizade comovedora para com os rejeitados da sociedade ou da religião.
Marcos recolhe no seu relato a cura de um leproso para destacar essa predileção de Jesus pelos excluídos. Jesus atravessa uma região solitária. De repente aproxima-se um leproso. Não vem acompanhado por ninguém. Vive na solidão. Leva na sua pele a marca da sua exclusão. As leis condenam-no a viver afastado de todos. É um ser impuro.
De joelhos, o leproso faz a Jesus uma súplica humilde. Sente-se sujo. Não lhe fala de doenças. Só quer ver-se limpo de todo estigma: «Se queres, podes limpar-me». Jesus comove-se ao ver a Seus pés aquele ser humano desfigurado pela doença e o abandono de todos. Aquele homem representa a solidão e o desespero de tantos estigmatizados. Jesus «estende a Sua mão» procurando o contato com a sua pele, «toca-lhe» e diz-lhe: «Quero. Ficar limpo».
Sempre que discriminamos a partir da nossa suposta superioridade moral a diferentes grupos humanos (vagabundos, prostitutas, toxicómanos, sidoticos, imigrantes, homossexuais...), ou os excluímos da convivência negando-lhes o nosso acolhimento, estamos a afastar-nos gravemente de Jesus.
Nota: O texto AMIGO DOS EXCLUÍDOS não representa necessariamente a opinião deste blog nem de nenhuma das igrejas do Movimento da Ciência Cristã. Foi publicado para refletirmos sobre a importância do estudo da Bíblia em seu contexto histórico, nas dimensões política, social, cultural e econômica. Conforme recentes descobertas sobre fatos nela registrados e opinião de estudiosos do texto bíblico, como objetivo de alcançarmos o significado espiritual das Escrituras.
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II. Para pensar:
“Jesus ajudou a reconciliar o homem com Deus, dando ao homem um conceito mais verdadeiro do Amor, o Princípio divino dos ensinamentos de Jesus, e esse conceito mais verdadeiro do Amor redime o homem da lei da matéria, do pecado e da morte, pela lei do Espírito - a lei do Amor divino.”
Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras
de Mary Baker Eddy - 19:7
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS
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1ª Oficina Bíblica de Férias
Garuva, SC, Brasil, janeiro de 2011
Atividade Cultural: Museu Nacional da Imigração, Joinville, SC.
Casa enchaimel, típica da colonização alemã em Santa Catarina.
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I. Comentários sobre relatos bíblicos:
Os estudos bíblicos se constituem numa vibrante área de pesquisa que publica de forma intensa. Isso deve-se ao facínio que os textos antigos exercem sobre os leitores contemporâneos, seja como texto de saber histórico, seja como texto que sempre se mostra aos leitores de forma renovada.
Por isso, a Bíblia é estudada numa riqueza de perspectivas, abordagens, métodos e hermenêuticas. Ao interesse pelo texto bíblico soma-se a busca por sua origem, da mesma forma que pelos textos que lhe são vizinhos: os apócrifos, pseudepígrafos, os Manuscritos do Mar Morto.
Gabrielle Boccaccini - leciona no Departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade de Michigan, E.U.A..
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TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS!!:
O PRIMEIRO CONFLITO PROVOCADO PELO
ANÚNCIO DA BOA NOVA
MARCOS 2,1-12
Texto extraído do livro "Caminhando com Jesus" - Série A Palavra na Vida, de autoria de Carlos Mesters e Mercedes Lopes (CEBI - Centro de Estudos Biblicos).
“O que entrou no mundo como fruto de ações livres para o mal pode ser expulso do mundo através de ações livres para o bem!”
Nos anos 70 d.C., época em que Marcos escreveu, havia muitos conflitos na vida das comunidades, mas elas nem sempre sabiam como comportar-se diante das acusações que vinham da parte das autoridades romanas e dos líderes dos judeus. O conjunto de cinco conflitos de Marcos 2,1 e 3,6 serviam como uma espécie de cartilha para orientar as comunidades, tanto as de ontem como as de hoje. Pois o conflito não é um acidente de percurso, mas sim parte integrante da caminhada.
COMENTANDO:
Marcos 2:1-2 O povo procura Jesus e quer ouvir a Palavra de Deus
Depois de uma das suas viagens pelas aldeias da Galiléia, Jesus estava de volta em Cafarnaum. Quando o povo soube disso, foi todo o mundo para lá. Juntou muita gente na porta da casa. Jesus acolheu a todos e começou a ensinar. O que será que ele ensinava?
Jesus anunciava a Boa Nova de Deus (Mc 1,14). Falava ao povo sobre Deus e, para isso, usava exemplos da vida (parábolas) e da história do povo (Bíblia). O povo conhecia a vida e a Bíblia, mas Jesus falava delas de um jeito novo, diferente. Falava a partir da experiência que ele mesmo tinha de Deus e da vida. Jesus vivia em Deus. Ele deve ter tocado o coração do povo que gostava de ouvi-lo (Mc 1,22.27). Deve ter falado muito bonito sobre Deus.
A partir da pregação de Jesus, Deus, em vez de ser um juiz severo que de longe ameaça o povo com castigo e inferno, tornava-se, de novo, uma presença amiga no meio do povo, uma Boa Nova.
Marcos 2:3-5 A solidariedade dos amigos consegue o perdão dos pecados para o paralítico
Enquanto Jesus está falando, chega um paralítico, carregado por quatro pessoas. Jesus é a única esperança deles. Por isso, não hesitam em subir no telhado e tirar as telhas. Significa que a casa não era das melhores. Deve ter sido um barraco coberto de folhas. Eles descem o homem em frente a Jesus. Sinal de muita solidariedade.
Jesus, vendo a fé deles, diz ao paralítico: Teus pecados estão perdoados! Naquele tempo, o povo achava que defeitos físicos (paralíticos) fossem todos castigo de Deus por algum pecado.
Os doutores ensinavam que tal pessoa ficava impura e tornava-se incapaz de aproximar-se de Deus. Por isso, os doentes, os pobres, os paralíticos e tantos outros se sentiam rejeitados por Deus!
Mas Jesus não pensava assim. Ele achava o contrário. Aquela fé tão grande era, para ele, um sinal de que o paralítico estava sendo acolhido por Deus. Por isso, Jesus declarou: "Teus pecados estão perdoados!" Ou seja, "Você não está afastado de Deus!" Com esta afirmação Jesus negou que a paralisia fosse um castigo pelo pecado do homem.
Marcos 2:6-7 Jesus é acusado de blasfêmia pelos donos do poder
A afirmação de Jesus era contrária ao catecismo dos doutores da lei. Não combinava com a ideia que eles tinham de Deus. Por isso, reagiram e, dentro dos seus corações, acusaram Jesus: "Ele blasfema!" Conforme o ensino deles, era só Deus que podia perdoar os pecados. E era só o sacerdote que podia declarar uma pessoa perdoada e purificada.
Como é que esse Jesus de Nazaré, homem sem estudo, leigo, um simples operário, carpinteiro, andava declarando as pessoas perdoadas e purificadas dos pecados?
Mas havia ainda um outro motivo que os levava a criticar Jesus. Eles devem ter pensado: "Se for verdade o que esse Jesus está falando, nós vamos perder nosso poder! Vamos perder também nossa fonte de renda."
Marcos 2:8-11 Ao curar, Jesus prova que tem poder de perdoar os pecados
Jesus percebeu que eles o condenavam. Por isso, pergunta: "O que é mais fácil: dizer: 'Teus pecados estão perdoados!' ou dizer: 'Levanta-te e anda?'" Evidentemente, é muito mais fácil dizer: "Teus pecados estão perdoados!"
Pois ninguém pode verificar se de fato o pecado foi ou não perdoado. Mas se eu digo: "Levanta-te e anda!", aí todos poderão verificar se tenho ou não esse poder de curar.
Por isso, para mostrar que tinha o poder de perdoar os pecados em nome de Deus, Jesus disse ao paralítico: "Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa!" Curou o homem!
Assim provou, através de um milagre, que a paralisia do homem não era um castigo de Deus e mostrou que a fé dos pobres é uma prova de que Deus os acolhe no seu amor.
Marcos 2:12 A reação do povo - Nunca vimos tal coisa!
O paralítico se levanta, pega seu leito, começa a andar, e todos anunciam:
Nunca vimos coisa igual! Este milagre revelou três coisas muito importantes:
1) As doenças das pessoas não são consequências dos seus pecados. Os doentes não devem achar que estão sendo castigados por Deus.
2) Jesus abriu um novo caminho para Deus. Aquilo que o sistema chamava de impureza já não era empecilho para as pessoas se aproximarem de Deus.
3) O rosto de Deus revelado através da atitude de Jesus era bem diferente do rosto severo do deus revelado pela atitude dos doutores.
Isto lembra a fala de um drogado que se recuperou e agora participa de uma comunidade em Curitiba. Ele disse: "Fui criado na religião católica. Deixei de participar. Meus pais eram muito praticantes e queriam que nós, os filhos, fôssemos como eles.
A gente era obrigado a ir à igreja sempre, todos os domingos e festas. E quando não ia, eles diziam: 'Deus castiga!' Eu ia a contragosto, e quando fiquei adulto, fui deixando aos poucos. Eu não gostava do Deus dos meus pais. Não conseguia entender como Deus, criador do mundo, ficasse em cima de mim, menino da roça, ameaçando com castigo e inferno.
Eu gostava mais do Deus do meu tio que não pisava na Igreja mas que, todos os dias, sem falta, comprava o dobro de pão de que ele mesmo precisava para dar para os pobres!"
ALARGANDO:
Doença e Pecado
Como dissemos, naquele tempo, se ensinava que todo sofrimento era fruto de algum pecado. Por isso, diante do cego de nascimento, Pedro perguntava: "Quem pecou, ele ou seus pais para ele nascer cego?" (Jo 9,1-3). Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais". Jesus desliga o pecado da pessoa doente.
Ele não permite que as autoridades religiosas manipulem a religião, pois elas, em nome do sistema, jogavam na cara do paralítico: "Você é um pecador!" Jesus faz ao contrário: "Você não é pagador! Deus o acolhe, mesmo sendo paralítico. Sua doença não é fruto do seu pecado!"
Ter a coragem de fazer esta afirmação diante das autoridades presentes era uma revolução!
Uma mudança muito grande! O povo vibrava com Jesus, porque ficava mais livre! Este é um lado da medalha. Tem o outro lado.
De fato, muito sofrimento é fruto de algum pecado. Por exemplo, o sofrimento da mãe que chora o assassinato do filho. Jesus tem algo a dizer sobre este outro lado.
Certa vez, teve um desastre em Jerusalém. Uma torre caiu e matou 18 pessoas (Lc 13,4). Em outra ocasião, Pilatos matou um grupo de galileus e misturou sangue deles com o sangue dos sacrifícios (Lc 13,1). Jesus perguntava: "Vocês acham que eles eram mais pecadores do que os outros habitantes de Jerusalém?
Eu lhe digo que não, mas se não houver arrependimento, mudança, muita gente ainda vai morrer do mesmos jeito" (Lc 13,2.4). Não houve arrependimento nem mudança e, 40 anos depois, Jerusalém foi destruída: muitas torres caíram e muito sangue foi derramado!
Em outras palavras, muitos dos males que sofremos não são uma fatalidade, mas sim consequência de ações pecaminosas. Outros são fruto da cultura. Outros ainda são fruto do sistema neoliberal que nos foi imposto e que nos oprime.
Por isso, os males que sofremos são um apelo à conversão. Apelam para a nossa responsabilidade. O que entrou no mundo como fruto de ações livres para o mal pode ser expulso do mundo através de ações livres para o bem!
Nota: O texto TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS!!: O PRIMEIRO CONFLITO PROVOCADO PELO ANÚNCIO DA BOA NOVA, MARCOS 2,1-12 - não representa necessariamente a opinião deste blog nem de nenhuma das igrejas do Movimento da Ciência Cristã. Foi publicado para refletirmos sobre a importância do estudo da Bíblia em seu contexto histórico, nas dimensões política, social, cultural e econômica. Conforme recentes descobertas sobre fatos nela registrados e opinião de estudiosos do texto bíblico, como objetivo de alcançarmos o significado espiritual das Escrituras.
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II. Para pensar:
“Jesus ilustrou o Princípio divino e o poder da Mente imortal, curando a doença e o pecado, e destruindo os fundamentos da morte.” C&S 171:14
“A base de toda saúde, impecabilidade e imortalidade é o grande fato de que Deus é a única Mente; e é preciso não só crer nessa Mente, mas também compreendê-la.” C&S 339:26-29
“Com um só Pai, isto é, Deus, toda a família humana consistiria de irmãos; e com uma Mente só, ou seja, Deus, ou o bem, a fraternidade dos homens consistiria de Amor e Verdade, e teria a unidade do Princípio e o poder espiritual que constituem a Ciência Divina.” C&S 469:32-5
Ciência e Saúde com Chave das Escrituras
de Mary Baker Eddy
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
UMA ESPIRITUALIDADE DE CURA
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Fotos: banho no rio Três Barras - atividade de lazer da
1ª Oficina Bíblica de Férias: “Como estudo a Lição-Sermão”
Janeiro de 2011 - Garuva, SC, Brasil.
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Conteúdo desta postagem:
I. Comentários sobre relatos bíblicos:
- Uma espiritualidade de cura (Alberto Nolan)
II. Para pensar:citação do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy
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I. Comentários sobre relatos bíblicos
Os estudos bíblicos se constituem numa vibrante área de pesquisa que publica de forma intensa. Isso deve-se ao facínio que os textos antigos exercem sobre os leitores contemporâneos, seja como texto de saber histórico, seja como texto que sempre se mostra aos leitores de forma renovada.
Por isso, a Bíblia é estudada numa riqueza de perspectivas, abordagens, métodos e hermenêuticas. Ao interesse pelo texto bíblico soma-se a busca por sua origem, da mesma forma que pelos textos que lhe são vizinhos: os apócrifos, pseudepígrafos, os Manuscritos do Mar Morto. Gabrielle Boccaccini - leciona no Departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade de Michigan, EUA.)
Uma espiritualidade de cura
Alberto Nolan
O autor focaliza a espiritualidade de Jesus e analisa, com dados atuais da exegese, o seu perfil religioso, apresentando-o como modelo a ser seguido. A obra Jesus Hoje – Uma espiritualidade de liberdade radical, Editora Paulinas, compõem-se de quatro partes, de onde este texto foi selecionado.
O ponto de partida da espiritualidade de Jesus, a experiência de Deus como abbá, incluía a consciência de que Deus era um Pai amoroso para todos os seres humanos. Deus ama e perdoa todos os homens, mulheres e crianças de forma incondicional. Era com essa convicção que Jesus se aproximava das pessoas de seu tempo.
Embora fosse um crítico radical da sociedade em que vivia, Jesus nunca julgava ninguém. Não atribuía culpas a ninguém, tampouco acusava ou condenava indivíduo algum.
O Cristo e a mulher adultera – Rodolf Bernardelli,
Mármore, 1881, Museu Nacional de Belas Artes.
Nunca o encontramos fazendo sermões de moral, procurando bodes expiatórios ou imputando culpas fosse a que fosse. A sua atitude diante das pessoas de sua época que tinham o rótulo de “pecadoras” era extraordinariamente diferente da atitude de outros líderes religiosos. Estes julgavam e condenavam as prostitutas, os publicanos, as pessoas que não jejuavam nem respeitam as leis relativas à alimentação e às ablusões e aqueles que não respeitavam o sábado nem os outros mandamentos.
Ao virar os conceitos do seu tempo de pernas para o ar, Jesus rejeitava qualquer forma de religião legalista ou moralista. Ainda hoje, há pessoas que veêm a religião apenas como um sistema de e principios morais sancionados por Deus. Deus faz as leis, julga-nos segundo elas e, na vida futura, distribuirá as recompensas e os castigosos apropriados. Podemos encontrar a mesma cultura da atribuição de culpas entre aqueles que não são absolutamente religiosos. Sempre que há algum problema, as pessoas costumam olhar à sua volta em busca de alguém a quem acusar. Procuram um bode expiatório.
Albert Nolan, nasceu em Cape Town (África do Sul) em 1934. Ingressou na Ordem dos Dominicanos em 1954, e estudou em Roma, onde obteve seu doutorado. Teólogo renomado, autor de diversas obras, desempenhou um papel significativo na luta contra o apartheid. Em 2003, foi agraciado com a ordem Luthuli, concedido pelo governo sul-africano por sua luta em prol da democracia e dos direitos direitos humanos.
Nota: O texto Uma espiritualidade de cura não representa necessariamente a opinião deste blog nem de nenhuma das igrejas do Movimento da Ciência Cristã. Foi publicado para refletirmos sobre a importância do estudo da Bíblia em seu contexto histórico, nas dimensões política, social, cultural e econômica. Conforme recentes descobertas sobre fatos nela registrados e opinião de estudiosos do texto bíblico, como objetivo de alcançarmos o significado espiritual das Escrituras.
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II. Para pensar:
“O sanador a quem falte compaixão por seu semelhante, carece de afeição humana, e temos autoridade apostólica para declarar: “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” Não tendo essa afeição espiritual, falta ao sanador fé na Mente divina e ele não tem aquele reconhecimento do Amor infinito, que é o único a conferir o poder curativo”.
Ciência e Saúde com Chave das Escrituras – 366:11-18, Mary Baker Eddy