domingo, 23 de fevereiro de 2014

DA FÍSICA PARA A METAFÍSICA - UMA JORNADA PARA PIONEIROS ESPIRITUAIS

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 [...] bons alunos costumam fazer muitas perguntas. Eles fazem perguntas construtivas, profundas, que demonstram o quanto estão interessados no assunto. Mostram que eles pensam por si mesmos, que não têm medo de desafiar velhos conceitos, velhos sistemas de crenças, antigos mitos, e que estão prontos para penetrar em territórios novos, avançar para novas fronteiras.

É exatamente isso que o pioneiro espiritual faz, também. Faz perguntas que precisam ser feitas. Pensa por si mesmo. Desafia velhos mitos, velhos conceitos, e avança para novas fronteiras do pensamento. Nunca, mas nunca mesmo, fica com medo de perguntar: "Por quê?"

Talvez seja algo assim que o renomado físico Stephen Hawking pede, em seu livro Breve História do Tempo. "Até agora", ele diz, "a maioria dos cientistas esteve por demais ocupada com o desenvolvimento de novas teorias sobre o que é o universo, e ainda não se perguntou por quê."

Segundo Hawking, não é suficiente desenvolver uma teoria unificada acerca do universo, como os cientistas estão prestes a fazer. Ele acha que devemos perguntar e responder alguns porquês muito importantes. Tais como: "Por que existe o universo, afinal de contas?" Quem ou o que estabeleceu o universo? O universo foi um "criador"? Nesse caso, existe algo que talvez tenha criado o criador? 1

Essas são perguntas difíceis. São perguntas fundamentalmente espirituais, que os físicos não podem responder sozinhos. Na opinião de Hawking, são "os filósofos" que têm de responder a essas perguntas."  [Ilustração: físico Stephen Hawking]

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DA FÍSICA PARA A METAFÍSICA -

UMA JORNADA PARA PIONEIROS ESPIRITUAIS

 

Mary Metzner Trammell

 

Era o primeiro dia de escola para minha filha. Segurando com firmeza sua lancheira vermelha, novinha em folha, ela estava de pé, entre mim e o irmão mais velho. A professora mandou que ela colocasse sua lancheira em baixo da mesa,ao lado de outras vinte e tantas lancheiras. A menina deve ter achado que não era muito lógico pôr a lancheira ali. Ela olhou para a professora e perguntou: "Por quê?"

O irmão, de oito anos, sentiu-se envergonhado. "Clara, você tem muita coisa a aprender", disse ele, pegando a lancheira da mão dela e colocando-a debaixo da mesa. Depois, deu-lhe um conselho fraternal: "Uma das coisas mais importantes, na escola, é NUNCA, MAS NUNCA MESMO, fazer perguntas!"

Agora essa filha é professora. Ela aprendeu, como eu aprendi durante meus anos de ensino, que afinal não é nada mau fazer perguntas. Muito pelo contrário, os bons alunos costumam fazer muitas perguntas. Eles fazem perguntas construtivas, profundas, que demonstram o quanto estão interessados no assunto. Mostram que eles pensam por si mesmos, que não têm medo de desafiar velhos conceitos, velhos sistemas de crenças, antigos mitos, e que estão prontos para penetrar em territórios novos, avançar para novas fronteiras.

É exatamente isso que o pioneiro espiritual faz, também. Faz perguntas que precisam ser feitas. Pensa por si mesmo. Desafia velhos mitos, velhos conceitos, e avança para novas fronteiras do pensamento. Nunca, mas nunca mesmo, fica com medo de perguntar: "Por quê?"

Talvez seja algo assim que o renomado físico Stephen Hawking pede, em seu livro Breve História do Tempo. "Até agora", ele diz, "a maioria dos cientistas esteve por demais ocupada com o desenvolvimento de novas teorias sobre o que é o universo, e ainda não se perguntou por quê."

Segundo Hawking, não é suficiente desenvolver uma teoria unificada acerca do universo, como os cientistas estão prestes a fazer. Ele acha que devemos perguntar e responder alguns porquês muito importantes. Tais como: "Por que existe o universo, afinal de contas?" Quem ou o que estabeleceu o universo? O universo foi um "criador"? Nesse caso, existe algo que talvez tenha criado o criador? 1   

Essas são perguntas difíceis. São perguntas fundamentalmente espirituais, que os físicos não podem responder sozinhos. Na opinião de Hawking, são "os filósofos" que têm de responder a essas perguntas.

E quem são esses filósofos? São os pensadores. Eles amam a sabedoria e vivem por ela. Eles questionam os sistemas limitados ou equivocados de crenças. Eles buscam leis unificadoras para interpretar e integrar o conhecimento. São pioneiros que não têm medo de ir além dos fenômenos físicos e descobrir a realidade dentro de um contexto de ordem superior, no contexto dos conceitos. Em última análise, dentro de um contexto metafísico.

 

São pessoas como estas de que vou falar:

• O cientista Edward O. Wilson, que acredita que o conhecimento físico, por si só, é parcial. Ele quer descobrir "uma unidade fundamental" entre " todas as formas de conhecimento" — uma "filosofia da ciência" ou, quem sabe, "uma teologia científica". 2

• O físico e místico oriental Fritjof Capra, que, há dez anos já advertia que "o conhecimento racional ... que mede e quantifica, classifica e analisa" é basicamente limitado. O que se faz necessário, argumentava ele, é contrabalançar esse conhecimento com um impulso para "a sabedoria intuitiva", "a religião" e a "cooperação". 3

• Os ganhadores dos prémios anuais da Fundação John Templeton, inclusive aqueles que planejam cursos universitários sobre a relação entre ciência e religião. Os cursos dados por esses ganhadores têm como título, por exemplo: "Ciência e religião na tradição ocidental" e "O papel espiritual das cosmologias em diversas culturas".4

• Milhares de participantes dos simpósios anuais (desde 1994) sobre "Espiritualidade e cura na Medicina", realizados pela Faculdade de Medicina de Harvard, que vêm estudando a correlação, muitas vezes documentada clinicamente, entre oração e cura.

• Milhares de pessoas no mundo todo que estudam regularmente a filosofia divina contida no livro de Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, que ousadamente anuncia, logo na primeira página do prefácio:

"E chegada a hora dos pensadores" (p. vii). Esse livro expõe uma Ciência totalmente espiritual, com base no fato de que Deus é o Princípio absoluto e intérprete único do universo. As leis dessa Ciência ditam que o puro amor de Deus por Sua criação predomina sobre todo sistema de crenças materiais. Essas leis divinas constituem uma Ciência metafísica aplicada, a "Christian Science", que pode curar dificuldades e males de qualquer espécie.

 Os pensadores mencionados acima são considerados os pioneiros de hoje. Todos eles têm a ousadia de nadar contra a correnteza do pensamento materialista prevalecente. Esses pioneiros, porém, não estão alienados da sociedade em que vivem. Ao contrário, eles ajudam a humanidade. O trabalho deles beneficia a todos. Eles estão vencendo barreiras que foram impostas a todos nós. E cada passo de progresso espiritual ajuda a nos libertar, para podermos ser aquilo que Deus quer que sejamos: o eterno fruto do Amor divino.

Este mês, estudantes e professores universitários, provenientes do mundo todo, estarão reunidos em Boston, sede da Igreja mundial que Mary Baker Eddy fundou para levar adiante os ideais expostos no livro Ciência e Saúde. Juntos, esses participantes pensarão, e repensarão, sobre sua missão como "Pioneiros do Milênio Espiritual".

O "milênio" de que vai tratar a reunião não tem nada a ver com o ano 2000. Ele tem a ver com o milênio espiritual, que a Sra. Eddy definiu certa vez como "um estado e um estágio de progresso mental, que se processa desde sempre" (The First Church of Christ, Scientist and Miscellany, p. 239).

"O objetivo", diz a organizadora da reunião, Karen Bowen, "é o de ajudar os estudantes a se considerarem pensadores — e sanadores, pioneiros espirituais que reconhecem seu relacionamento com Deus."

"Cada pioneiro é necessário", diz Bowen. "Cada um tem sua própria maneira de ser um pioneiro. E à medida que eles trilham esse caminho, o tornam mais fácil para alguma outra pessoa. Eles movem para a frente o pensamento do mundo. É como uma onda que cresce cada vez mais, até se tornar uma maré de bênçãos!"

Os pioneiros precisam superar os limites, se quiserem ir para frente. E os pioneiros espirituais superam os limites da própria matéria. Questionam coisas que a maioria das pessoas considera inquestionáveis. Eles desafiam o inteiro sistema de crenças que diz que nossa identidade, nossa inteligência, nossa carreira, nossos relacionamentos, a própria vida, são materiais. Em vez disso, eles acreditam que o Espírito é supremo, que a nulidade intrínseca da matéria deve ser posta a nu, que a física deve dar lugar à metafísica.

Cada vitória, de cada pioneiro espiritual, é uma vitória para todos nós. Cada vitória, por menor que seja, aproxima-nos do inevitável milênio espiritual. Cada passo à frente ajuda-nos a responder definitivamente os grandes "porquês" que desafiam a humanidade. Cada passo ajuda-nos a compreender com mais exatidão quem somos realmente e por que estamos aqui. E finalmente, cada vitória faz com que se torne possível, para todos nós, "conhecer a mente de Deus", como diz Hawking. 5

 

Mary Metzner Trammell
Redatora Adjunta d
O Arauto da Ciência Cristã

 

1 Stephen Hawking, A Brief History of Time (New York; Bantam, 1996), p. 233.   2 Edward O. Wilson, "Back from Chaos", The Atlantic Monthly,março de 1998, pp. 41-62. 3 Fritjof Capra, TheTao of Physics (New York; Bantam, 1988), pp. xvi, 15. 4 M. S. Mason, "Classes Ponder Faith and Science", The Christian Science Monitor; 8 de dezembro de 1997.  5 Hawking, p. 233.

 

Fonte: O Arauto da Ciência Cristã, agosto de 1998, The Christian Science Publishing Society, todos os direitos reservados.

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