quarta-feira, 1 de maio de 2013

POR QUE A CIÊNCIA CRISTÃ NÃO É UM “CULTO” - PARTES: 5, 6 e 7.

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                    Mapparium: Biblioteca Mary Baker Eddy para o Progresso da Humanidade  

   

“Mary Baker Eddy é certamente uma das personagens mais importantes da história do final do século XIX e do século XX.

Como arquivista do governo federal dos Estados Unidos, fui responsável pela preservação da herança do país por meio de documentos que falam sobre a vida de homens de estado, de homens comuns, de juízes, ou seja, de cidadãos que deram uma grande contribuição à história deste país.

Desenvolver A Biblioteca Mary Baker Eddy, com seu enfoque sobre a vida de uma mulher é algo único. É novo.  

[…] penso que esse vai ser um passo muito significativo para se alcançar uma base de conhecimentos sobre as mulheres, particularmente as mulheres do século XIX, que tiveram de enfrentar grandes desvantagens para conseguirem fazer novas incursões no campo do direito e da publicação e da elaboração de livros.

Não é importante somente colocá-la [Eddy] no contexto do século XIX, mas verificar como seus pensamentos e seu legado se estenderam ao século XX, e que agora nos vão levar ao século XXI.

Penso que esta é uma dimensão importante do por que precisamos abrir esse material e torná-lo disponível, deixando a interpretação emergir da própria documentação, não apenas de seus escritos públicos finais, mas de seus escritos diários e no contexto de sua vida.

Não sou um membro da igreja, mas sou de opinião que este é um assunto fascinante, digno de estudo, de aprendizado....

Penso que é importante, também, reconhecer que Mary Baker Eddy não foi somente uma personagem americana importante, mas também uma personagem mundial importante.

E com relação a isso, é essencial ter esse material amplamente acessível para estudiosos e para os interessados em geral, para que ela possa assumir seu lugar apropriado na história do mundo.” Revista O Arauto da Ciência Cristã, janeiro de 2001, p.29 .

 

Don Wilson

Arquivista do governo federal dos Estados Unidos

Consultor da  Biblioteca Mary Baker Eddy
para o Progresso da Humanidade

  

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Por que a Ciência Cristã

não é um "culto"

 

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

 

 O que ensina a Ciência Cristã sobre o pecado e a expiação?

 

Pergunta: Quando a Ciência Cristã diz que o pecado é irreal, acaso não estará negando a necessidade de sermos redimidos do pecado — necessidade que está no âmago do cristianismo?

Resposta: Impossível, pois que a Sra. Eddy explicitamente afirma que redimir os mortais do pecado é a finalidade primordial da Ciência Cristã, bem como de todo o cristianismo.

De fato, ela emprega o termo “pecado” e seus derivados mais de mil e trezentas vezes nas suas obras publicadas. Escreve, por exemplo: “O pecado é a imagem da besta, que tem de ser apagada pelo suor da agonia.” 2

E todo estudante cuidadoso dos escritos da Sra. Eddy sabe o quanto ela tem a dizer a respeito de redenção, salvação, arrependimento, expiação, reconciliação, sacrifício, graça, perdão, o despir-se do “velho homem” e o revestir-se do “novo homem”.

Há, contudo, num aspecto importante dessa questão, uma diferença entre os Cientistas Cristãos e a maioria dos cristãos.

A Ciência Cristã ensina que o perdão do pecado exige o abandonar-se o pecado, e esse tipo de redenção radical não se pode concretizar quando o pecado é aceito como uma necessidade dramática da natureza humana.

Insiste a Ciência Cristã em que o pecado não é criado por Deus nem é permitido por Deus, e por isso não faz parte do homem feito à imagem de Deus e revelado por meio do Cristo.

Consequentemente, é apenas por meio da compreensão do estado imaculado original do homem e do ser autêntico derivado de Deus que se pode aniquilar o pecado.

Nesse sentido mais profundo, a irrealidade do pecado é, portanto, um ponto essencial na Ciência Cristã.

Mas é igualmente essencial que, nessa base, o pecado não redimido na natureza humana continue a ser reconhecido, renhidamente combatido e vencido — e isso está perfeitamente claro nos ensinamentos da Ciência Cristã para todo e qualquer leitor justo.

 

Pergunta: Acaso não negam realmente os Cientistas Cristãos o trabalho da expiação de Jesus Cristo em favor do homem?

Resposta: Os Cientistas Cristãos pensam que o compreender a expiação por meio dos escritos da Sra. Eddy torna-a mais significativa ao invés de menos importante.

Consideram o sacrifício de Jesus ao se submeter à crucificação como o exemplo supremo do Amor divino que o ódio humano não podia fazer desaparecer nem a morte destruir.

Concordam em que Jesus “não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” 3 - por meio das “boas novas” de seu triunfo sobre o túmulo.

Percebem neste acontecimento central da história não só a revelação da unidade do Salvador com Deus, a Vida eterna, mas a promessa da unificação de todos os homens com o Pai à medida que aprendem o que significa sermos “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” 4.

 

A Sra. Eddy escreve: “A bondade e a graça de Jesus compraram os meios pelos quais redimir do pecado os mortais... ”5.

Entretanto, explica sobre esse assunto: “Ainda que adoremos Jesus, e o coração transborde de gratidão pelo que ele fez pelos mortais — palmilhando sozinho sua vereda de amor até o trono da glória, explorando em muda agonia o caminho para nós — nem por isso Jesus nos poupa uma só experiência individual, se lhe seguimos fielmente os mandamentos; e todos têm de beber o cálice de doloroso esforço, na proporção em que demonstrem amor como o dele, até que todos sejam remidos pelo Amor divino.” 6

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Ciência e Saúde, p. 327. 3 2 Tim. 1:10. 4 Romanos 8:17. 5 Miscellaneous Writings, p. 165. 6 Ciência e Saúde, p. 26.

 

Fonte: texto da edição de fevereiro de 1983 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados.

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Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Berkeley, Califórnia, EUA. Obra prima, projeto de Bernard Ralph Maybeck, 1909. Declarada Patrimônio Histórico Nacional em 1977 [Foto: Berkeley Public Library,1912].

Detalhes do exterior da  Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Berkeley, Califórnia, EUA.

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Por que a Ciência Cristã não é um "culto" - 6

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

 

O verdadeiro espírito cristão

 

Pergunta: Cientistas Cristãos usam uma linguagem cristã, mas há quem diga que eles assim o fazem para levar pessoas a aceitarem idéias que não são verdadeiramente cristãs.

Resposta: Toda pessoa que tenha estudado Ciência Cristã sabe que o uso que esta faz de termos cristãos essenciais é perfeitamente compreensível e familiar.

Por exemplo: Como já foi esclarecido anteriormente nesta série, quando a Sra. Eddy fala em Deus ela não se refere a “um princípio abstrato” ou a “uma força impessoal”, como afirmam alguns de seus críticos.

Assim como Tomaz de Aquino no século treze e Jonathan Edwards no século dezoito, ela usa o termo “Princípio” para designar Deus como a fonte de toda lei e ordem espirituais, mas Deus também deve ser conhecido como “Pessoa infinita” 2 , a quem nos volvemos como o terno Pastor e o bondoso Redentor de cada indivíduo.

 

Onde seus escritos dão novos significados a termos que através dos séculos haviam sido restringidos por definições doutrinárias arbitrárias, ela tem o cuidado de esclarecer a diferença.

Sobre a doutrina da expiação, por exemplo, escreve: “A verdadeira expiação — tão infinitamente além do conceito pagão segundo o qual Deus exige o sangue humano para propiciar Sua justiça e trazer Sua misericórdia — precisa ser compreendida.

O verdadeiro sangue ou Vida do Espírito ainda não foi discernido. O amor ferido e sangrando, ainda assim subindo em pureza e paz ao trono da glória pelos degraus duma humanidade elevada, esta é a significação profunda do sangue de Cristo. Aflições sem nome, vitórias sempiternas, são o sangue, as correntes vitais da vida de Cristo Jesus, resgatando para os mortais a libertação do pecado e da morte.” 3

 

Pergunta: Como podem vocês considerar a Sra. Eddy como verdadeira líder cristã, quando há tantos autores que a apresentaram como não seguindo em sua vida os preceitos que ensinava em suas obras?

Resposta: Será que quase todos os líderes cristãos de destaque não tiveram de enfrentar acusações injustas semelhantes — mesmo se retrocedermos até o Apóstolo Paulo?

Reconhecendo esse fato, a própria Sra. Eddy aconselhou seus seguidores, dizendo: “Eu até espero que os que são tão gentis em falarem bem a meu respeito o façam com honestidade e não com demasiado zelo, e o façam raramente, até que a humanidade aprenda mais sobre o que quero dizer e possa falar com justiça sobre minha vida.” 4

 

Durante sua vida, a Sra. Eddy foi vítima de muito sensacionalismo e do jornalismo amarelo. Muitos dos que conheciam de perto sua vida e seu caráter — não apenas seus alunos, mas também pastores, funcionários de estado e outros membros dignos de respeito na comunidade, pertencentes a diferentes denominações religiosas — deploravam essa atitude e vigorosamente denunciavam a natureza deturpada das acusações que eram circuladas.

 

Ainda assim, nos anos que se seguiram desde então, muitas dessas acusações foram revividas pela crítica e aceitas como verdadeiras em algumas biografias.

Essas acusações, muitas vezes feitas pela crítica fundamentalista, no decorrer dos anos, foram integralmente respondidas.

Por exemplo: A ampla documentação disponível num estudo publicado recentemente em três volumes5 e extensamente aclamado, não ignora nenhuma das dificuldades encontradas pela Sra. Eddy e apresenta abundantes provas de seu cristianismo.

Até mesmo um de seus críticos mais ferrenhos, certa vez admitiu:

“A oração, a meditação, o exame sôfrego e inquisitivo da Bíblia, tirou-lhe muito de sua energia desde a meninice.... As grandes idéias acerca de Deus, da imortalidade, da alma, de uma vida imbuída do cristianismo, nunca estavam longe de sua mente.” 6

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Ciência e Saúde, p. 1 16. 3 Não e Sim, p. 34. 4 Miscellany, p. 264. 5 Robert Peel, Mary Baker Eddy: The Years of Discovery, The Years of Trial, The Years of Authority(Nova Iorque: Holt, Rinehart and Winston, 1966, 1971, 1977). 6 H.A.L. Fisher, citado em Robert Peel, Christian Science: Its Encounter with American Culture (Nova Iorque: Henry Holt and Company, 1958), p. 74.

 

Fonte: texto da edição de março de 1983 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados. _________________________________________

 

Interior da   Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Berkeley, Califórnia, EUA. O edifício é resultado de    trabalho artesanal - 1909-1911, onde o arquiteto Bernard Ralph Maybeck,  funde o estilo românico, cristão primitivo, gótico e japonês [foto: Allen Stros].  

 

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Desenho de detalhe do interior da Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Berkeley, Califórnia, EUA. 

 

Detalhe do exterior da Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Berkeley, Califórnia, EUA.

 

Conheça mais sobre a arquitetura desta igreja em: An American Masterpiece: The First Church of Christ, Scientist, Berkeley.

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Por que a Ciência Cristã não é um "culto" - 7

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

A posição da Sra. Eddy como Descobridora da Ciência Cristã e autora do livro-texto desta religião

 

 

Pergunta: A Sra. Eddy pretende ser a Descobridora da Ciência Cristã, mas muitos autores repetem que ela, na verdade, a deve a Phineas P. Quimby.

Resposta: Isso tem sido dito, mas não por doutos que investigaram a fundo a questão. Um exame acurado dos fatos históricos a respeito desse tema pode ser encontrado em duas obras eruditas recentes. 2

Esses e outros estudos cuidadosamente pesquisados mostram que existe uma diferença categórica entre o cristianismo fundamental dos ensinamentos da Sra. Eddy e os pontos de vista de Quimby, os quais tinham raízes no mesmerismo.

Na Ciência Cristã, a cura é uma fase da salvação cristã, e ela resulta de voltarmo-nos inteiramente para Deus como a única Mente divina, infinita.

Quimby, por outro lado, via a cura como o resultado do que hoje chamamos sugestão mental, via-a como uma questão de manipulação psicológica ao invés de um renascimento espiritual.

Até mesmo o filho de Quimby, que se ressentia contra a Sra. Eddy, reconheceu haver diferença crucial entre ela e o pai dele, quando escreveu:

"A religião que ela ensina é por certo dela, pelo que não posso ser demasiado grato; pois me repugnaria descer à cova achando que meu pai estivesse ligado de algum modo com a 'Ciência Cristã'."3

 

Pergunta: A Sra. Eddy disse que sua descoberta da Ciência Cristã ocorrera como resultado de ter sido curada das conseqüências de uma queda no gelo em 1866. Que nos diz da acusação de que ela inventou ou exagerou o relato desse acontecimento?

Resposta: A prova histórica de seu relato desse acontecimento assenta em bem mais do que na palavra de uma só pessoa!

De fato, os detalhes conhecidos a respeito do incidente provêm de uma variedade de fontes, inclusive o relato de um jornal, outras testemunhas (não Cientistas Cristãs), e uma carta dessa mesma época.

Dois dias após a queda, para citar apenas uma prova, o jornal local, noticiando o incidente, descreveu seu estado como "crítico". Vizinhos e amigos foram chamados para ajudar; foi pedida a presença de seu ministro; e o marido dela, que se achava em viagem a negócios, foi chamado por telegrama.

Muitos anos mais tarde, o médico que esteve envolvido no caso deu diversas declarações reduzindo a importância do incidente todo, mas na ocasião do acidente, de acordo com a reportagem do jornal, ele "constatou que seus ferimentos eram internos, e de natureza muito séria". 4

 

Pergunta: Também tem sido dito que a Sra. Eddy cometeu plágio em diversas partes do livro Ciência e Saúde e que muitas de suas idéias chave foram extraídas de um ensaio sobre a filosofia de Hegel feito por um cientista político do século dezenove, chamado Francis Lieber.

Resposta: A acusação em pauta nem mais é passível de discussão. Há muito foi verificado tratar-se de uma fraude total perpetrada na tentativa de extorquir dinheiro de A Igreja Mãe na década de 1930.

Já em 1955, um livro escrito por um proeminente erudito batista5 demonstrou, baseado em provas internas, que o documento em que a acusação se apoiara era uma falsificação pertencente a um período posterior e que não teria sido sequer visto pela Sra. Eddy, quanto mais usado por ela.

 

Um estudo mais recente feito por um erudito da Universidade Johns Hopkins6 documenta toda essa lamentável história de falsificação: quem a perpetrou, por que, e quando.

Esse estudo mostra também como a acusação foi explorada por escritores que presumiram meramente ser ela verdadeira, sem se darem ao trabalho de verificar sua autenticidade.

O fato de que uma acusação tão fraudulenta tenha sido repetida como verdade incontestável em dúzias de opúsculos e livros fundamentalistas traz à lembrança a declaração constante em Ciência e Saúde:

"Supor que a perseguição que lhe foi movida por causa de sua retidão, pertença ao passado, e que hoje o cristianismo está em paz com o mundo, porque venerado por seitas e sociedades, é enganar-se sobre a própria natureza da religião.

O erro se repete. As provações pelas quais passaram o profeta, o discípulo e o apóstolo, 'dos quais o mundo não era digno', esperam sob alguma forma todo pioneiro da verdade." 7

 

Cientistas Cristãos são cristãos e amam o verdadeiro cristianismo onde quer que este se encontre.

Reconhecem o espírito cristão e a ele podem corresponder profundamente seja ele manifestado por fundamentalistas, evangélicos, católicos romanos, ou por aqueles que não têm convicção religiosa formal.

Ao mesmo tempo, no entanto, Cientistas Cristãos conhecem a validade e a profundidade de suas próprias raízes cristãs.

Mary Baker Eddy, que descobriu e fundou a Ciência Cristã, tinha por objetivo libertar o pensamento para que este correspondesse ao Cristo semprepresente que tornou a vida de Jesus incomparável na história da humanidade.

Ela estava estarrecida diante das camadas sobrepostas por séculos da assim chamada ortodoxia que sufocava o frescor e o poder da mensagem cristã verdadeira e que pretendia representar com exclusividade o cristianismo.

A Ciência Cristã divergiu do legalismo e da carolice e rompeu com a religiosidade superficial.

Claro está que é a vida dos Cientistas Cristãos o que precisa dar o testemunho final da nova visão do cristianimo que é representado pela Ciência Cristã. O nosso próprio Mestre disse:

"Pelos seus frutos os conhecereis." 8 Esse é o teste sagrado a que todo discípulo tem de se submeter.

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Robert Peel, Mary Baker Eddy: The Years of Discovery, The Years of Trial, The Years of Authority(Nova Iorque: Holt, Rinehart and Winston, 1966, 1971, 1977) e Stephen Gottschalk, The Emergence of Christian Science in American Religious Life (Berkeley: University of California Press, 1973). 3 Citado em Gottschalk, p. 136. 4 Citado em Peel, Discovery, p. 195. 5 Conrad Henry Moehlman, Ordeal by Concordance (Nova Iorque: Longmans Green & Co., 1955). 6 Thomas C. Johnsen, "Historical Consensus and Christian Science", em The New England Quarterly,março de 1980. 7 Ciência e Saúde, p. 28. 8 Mateus 7:20.

 

Fonte: texto da edição  de abril de 1983  da  revista O  Arauto  da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados. ________________________________________

 Recomendamos a leitura de  POR QUE A CIÊNCIA CRISTÃ NÃO É UM “CULTO”- PARTES 1, 2, 3 e 4,  RÉPLICA CORRETIVA PARA A OPINIÃO PÚBLICA sobre artigo anônimo que circula pela internet há muitos anos sobre a Ciência Cristã  e  O TOP 10  DOS EQUÍVOCOS SOBRE A CIÊNCIA CRISTÃ.

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domingo, 21 de abril de 2013

POR QUE A CIÊNCIA CRISTÃ NÃO É UM “CULTO”- PARTES 1, 2, 3 e 4

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3xp HDR - Concord, NH

Templo da Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Concord, NH, USA..

Presente de  Mary Baker Eddy  aos estudantes de Ciência Cristã desta cidade.

 

First Church of Christian Science, Concord, NH

 

 

 

A Bíblia era lida, apreciada e amada pelas mulheres no século XIX, como é hoje. Naquela época, como hoje, mais mulheres frequentavam  igrejas e liam a Bíblia. Mas elas eram impedidas de interpretá-las e excluídas das escolas de teologia e dos seminários. As mulheres encontraram outras maneiras de expressar ideias religiosas  durante esse período.”

“[…] Mas Mary Baker Eddy não estava satisfeita com essa abordagem indireta. Ela não ficava satisfeita em apresentar o que ela aprendera da Bíblia na forma de poemas, hinos ou ficção. Ela desejava fazer algo diferente, ou seja, trabalhar diretamente com a Bíblia, e compartilhar o  que  ela havia  aprendido de  seu estudo.” O Arauto da Ciência Cristã, p.23, janeiro 2001  

 

Dra. Ann Braude

Faculdade de Teologia

da Universidade Harvard

 

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Por que a Ciência Cristã

não é um “culto”

 

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

 A Ciência Cristã é, às vezes, atacada em nome do próprio cristianismo - particularmente por grupos que se atêm a um entendimento completamente literal das Escrituras e rotulam de anticristãos aqueles que não concordam com suas doutrinas.

Em anos recentes, os esforços de tais grupos para desacreditar a Ciência Cristã se tornaram altamente organizados e visíveis.

Conquanto isto seja particularmente verdadeiro nos Estados Unidos da América, esses esforços têm-se espalhado, cada vez mais, a grupos de orientação bíblica em outros países. Avalanches de tal propaganda, inclusive artigos, panfletos, fitas gravadas e livros, circulam hoje internacionalmente, às vezes como parte de atividades missionárias sinceras, mas mal-orientadas.

Os Cientistas Cristãos não pedem desculpas por suas crenças nem têm objeções à expressão honesta de diferenças teológicas por parte dos que deles discordam. Em muita da recente crítica, no entanto, a Ciência Cristã tem sido clamorosamente apresentada de maneira errada por aqueles que procuram rotulá-la de “culto não-cristão”.

Em geral, os ensinamentos da Ciência Cristã são torcidos de tal maneira que se tornam irreconhecíveis, e declarações contidas nos escritos de autoria da Sra. Eddy são empregadas fora do contexto e mal interpretadas, no esforço de sustentar aquela acusação.

A reação dos Cientistas Cristãos a tal crítica infundada vem sendo notavelmente moderada. Mas sua mansidão não indica, de modo algum, falta de convicção nem aquiescência aos métodos dos pretensos inimigos.

A veiculação de falsidades afasta-se claramente do padrão do verdadeiro cristianismo, mesmo quando alega vir em defesa dele. Ninguém sai ganhando com tais interpretações erradas. E dizer a verdade é uma exigência dos tempos atuais. Por meio de perguntas e respostas que apresentamos nesta série, lidaremos com algumas das imposições mais comumente veiculadas.

 

Pergunta: Que dizer da acusação generalizada de que a Ciência Cristã é um “culto”?

Resposta: O emprego desse termo em conexão com a Ciência Cristã, a não ser na sua significação de homenagem a Deus, é um engano. Em geral, o termo “culto” traz à lembrança o quadro de algum grupo esotérico às margens da sociedade, o qual segue cegamente uma personalidade dominadora.

No entanto, isto está tão distante desta denominação religiosa, a Ciência Cristã, a qual já tem mais de um século de idade, quanto se poderia imaginar! Cientistas Cristãos praticam os ensinamentos de sua religião porque estão convencidos de sua veracidade e não por um sentimento irracional e cego a respeito de Mary Baker Eddy. Suas igrejas e Salas de Leitura estão abertas a todos, e seus cultos dominicais e reuniões de testemunhos têm dignidade e são simples.

Alguns religionários, no entanto, tendem a confundir a questão quando não empregam o termo “culto” no sentido em que a maioria das pessoas o entende. Aplicam-no virtualmente a qualquer grupo que se afasta de determinadas doutrinas que eles acreditam serem bíblicas.

Isto, porém, é fazer com que as palavras signifiquem aquilo que se quer que signifiquem. Cristãos ponderados, pertencentes a muitas denominações religiosas, rejeitam a presunção de que qualquer grupo de pessoas tem direito a rotular de “culto” toda denominação que discorde da definição de cristianismo verdadeiro esposada por tal grupo.  

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130.

 

 Fonte: texto da edição de outubro de 1982 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados.

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 First Church of Christian Science, Concord, NH

Entrada principal da Primeira Igreja de Cristo, Cientista, Concord, NH, USA.

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Por que a Ciência Cristã não é um "culto" - 2

 

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

Como usam os

Cientistas Cristãos a Bíblia?

 

Pergunta: Às vezes, dizem que os Cientistas Cristãos consideram o livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras como segunda Bíblia, que substitui as Escrituras ou que é a esta, até mesmo, superior?

Resposta: Eis um ponto importante a ser esclarecido. Para os Cientistas Cristãos, nenhum  livro pode ocupar o lugar da Bíblia. Eles não consideram o livro Ciência e Saúde como “segunda Bíblia” nem sequer como substituto da revelação bíblica. Uma chave não substitui a porta que deve descerrar - ela a abre.

De igual modo, os Cientistas Cristãos encaram os ensinamentos da Sra. Eddy como algo que lhes possibilita compreender o significado da Bíblia, sua profundidade e seu poder transformador. Estudam diariamente a Bíblia (usam basicamente a versão King James quando a estudam em inglês). Como um todo, provavelmente possuem dela um conhecimento tão profundo como o de qualquer outro grupo de cristãos.

Através dos anos, muitos Cientistas Cristãos ecoaram a gratidão que se depreende de um testemunho apresentado por pessoa que havia pouco se interessara pela Ciência Cristã. Esse testemunho está publicado no capítulo “Frutos” no livro Ciência e Saúde. Diz em parte: “A Bíblia, da qual eu conhecia bem pouca coisa, veio a ser meu estudo constante, minha alegria e meu guia.

O exemplar que comprei por ocasião de minha cura, está marcado desde o Gênesis até o Apocalipse. Foi tal a constância com que o tive em minhas mãos por três anos, que a capa se estragou e as folhas se desprenderam, e por isso teve de ser substituído por um novo. Muitas vezes, às duas e às três horas da manhã, encontrava-me estudando atentamente suas páginas, as quais se tornavam mais sagradas para mim, dia a dia....” 2

 

Pergunta: Realmente, não elevam os Cientistas Cristãos Mary Baker Eddy ao mesmo plano de Cristo Jesus e não a colocam até em seu lugar?

Resposta: Não - decididamente não. Se o fizessem não seriam de modo algum seguidores dela, pois nada pode ser mais contrário ao que ela própria ensinou. Repetidas vezes, a crítica cita frases fora do contexto e porções de declarações suas. A própria Sra. Eddy, no entanto, estabeleceu distinção categórica entre o papel dela como pessoa que descobriu a Ciência Cristã e a singularidade de Jesus como o Salvador da humanidade, a própria corporificação do Cristo.

Uma avaliação completa e honesta do que ela disse a esse respeito não deixará dúvida de sua posição clara. Perguntada por um jornal se ela se considerava um “segundo Cristo”, a Sra. Eddy replicou de forma característica: “Até a própria pergunta me causa um choque”, e continuou afirmando que “pensar em mim ou falar em mim de alguma maneira como se eu fora um Cristo, é sacrilégio.” 3 E, em sua nobre réplica a Mark Twain a esse respeito, ela explicou: “Em relação a este século permaneço como Descobridora, Fundadora e Líder, cristã. Considero a autodeificação uma blasfêmia.” 4

 

Pergunta: Mas o que dizer da maneira pela qual a Sra. Eddy e os seus seguidores utilizam a Bíblia? Alguns dizem que tomam citações bíblicas fora do contexto e as usam em apoio de crenças que realmente nada têm a ver com as Escrituras.

Resposta: A Sra. Eddy pesquisou a fundo e chegou à conclusão de haver encontrado o significado vivo, prático, da Bíblia, aplicável ao viver diário. Refere-se contínua e naturalmente à Bíblia, discorre sobre muitas histórias e trechos bíblicos e, muitíssimas vezes, cita textos bíblicos para tornar mais claro um assunto.

Todo o seu ensino, porém, visa a transmitir o significado espiritual da Bíblia, as leis espirituais permanentes ou científicas, subjacentes na Bíblia. Não faz parte de sua natureza escolher um trecho bíblico, tirá-lo fora do contexto, e daí construir em cima desse trecho um argumento teológico.

De fato, esse é um dos traços muito mais típicos da maneira em que muitos religionários justificam a legalidade de suas doutrinas e procuram desacreditar os ensinamentos de que discordam.

Exemplo disso é o hábito de citar 1 João 1:8 para refutar a descrição que a Sra. Eddy faz do homem criado à imagem de Deus, como sendo “incapaz de pecar” 5 .

O versículo bíblico diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” Isso, é claro, refere-se ao “velho homem” do qual precisamos nos despojar6 , homem esse concebido no pecado e formado na iniqüidade 7.

Se os críticos da Sra. Eddy continuassem a leitura, ao chegarem a 1 João 3:9, verificariam que o autor dessa epístola está dizendo exatamente o que ela diz com respeito ao verdadeiro homem criado por Deus. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”

Em outras palavras, quando se lê os versículos bíblicos e as declarações da Sra. Eddy no texto completo, verifica-se que ambos fazem a mesma distinção básica entre o homem compreendido como o filho espiritual de Deus e os mortais errantes que precisam, de fato, nascer de novo.

Também não é justo para com as Escrituras nem para com os escritos da Sra. Eddy tomar textos e citações isolados e comparar uns contra os outros. Quanto à questão de se os ensinamentos da Ciência Cristã estão ou não estão em harmonia com as Escrituras, a Sra. Eddy recomenda que isso seja deixado a critério do pesquisador e que nesse assunto ninguém aceite o ponto de vista de outrem.

Como afirma em Ciência e Saúde: “Caro leitor, tu mesmo podes pôr à prova a Ciência da cura e certificar-te, assim, se a autora te deu a interpretação correta das Escrituras.” 8

 

Eu rogarei ao Pai,
e ele vos dará outro Consolador,
a fim de que esteja para sempre convosco,
o Espírito da verdade,
que o mundo não pode receber,
porque não no vê,
nem o conhece; vós o conheceis,
porque ele habita convosco e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos,
voltarei para vós outros.

João 14:16–18

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Ciência e Saúde, p. 681. 3 Pulpit and Press, pp. 74–75. 4 Miscellany, p. 302. 5 Ciência e Saúde, p. 475. 6 Efésios 4:22. 7 Citado em Ciência e Saúde, p. 476. 8 Ibid., p. 547.

 

Fonte: texto da edição de novembro de 1982 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados.

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Primeira Igreja de Cristo, Cientista, 

Manchester, Inglaterra.

 

Edifício de igreja encomendado em 1902, ao arquiteto Edgar Wood, por um grupo de cientistas cristãos liderados por Lady Victoria Alexandrina Murry, uma filha do conde e condessa de Dunmore e  afilhada da rainha Victoria. Construído entre 1903 e 1904, na Daisy Bank Road, Victoria Park, Fallowfield, Manchester, Inglaterra, foi a primeira igreja da Ciência Cristã na Grã-Bretanha e a segunda na Europa.

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Por que a Ciência Cristã não é um "culto" – 3

 

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave [apresentadas em sete partes], preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

Ciência Cristã - abstração fria

ou cristianismo cálido?

 

Pergunta: No dizer de algumas pessoas a Ciência Cristã mantém um ponto de vista filosófico e abstrato a respeito de Deus como princípio impessoal, frio, a quem não se pode realmente amar nem nele confiar nem a ele recorrer em busca de ajuda, e não é, por isso, realmente cristã.

Resposta: Poderá haver conceito menos abstrato e frio acerca de Deus do que o expresso pela Sra. Eddy em sua mensagem de comunhão em 1896, dirigida a A Igreja Mãe: “Pois ‘que deus é tão grande como o nosso Deus?’, imutável, todo-sábio, todo justo, todo misericordioso; Vida, Verdade e Amor que ama e vive eternamente: que consola os que choram, que aos cativos abre a porta da prisão, que cuida da avezinha, que se compadece mais do que um pai se compadeceria; que cura os enfermos, limpa os leprosos, ressuscita os mortos e salva os pecadores” 2 ?

 

Sim, a Ciência Cristã afasta-se nitidamente do ponto de vista antropomorfo de que Deus seja um ser mutável que ama, odeia e inflige sofrimento terrível às Suas criaturas. E os Cientistas Cristãos sentem-se muito gratos por terem sido libertos de um ponto de vista tão circunscrito a respeito de Deus como se fosse menos do que inteiramente bom, ponto de vista esse que não conforta nem cura, nem redime.

Eles O vêem como o Princípio infinito e divino, o Amor, e ao mesmo tempo como Pai e Mãe do universo, Aquele de quem Tiago pôde escrever: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança.” 3

 

Este é verdadeiramente o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e não “o Deus dos filósofos”. Este é o Deus a quem podemos amar na plenitude do mandamento bíblico: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.” 4

E quando Cientistas Cristãos se referem a Deus como Amor ou Espírito, ou Verdade, fazem-no exatamente no mesmo sentido em que as próprias Escrituras aplicam esses termos com relação a Deus.

 

Pergunta: Os Cientistas Cristãos se referem a Deus como o Tudo-em-tudo. Acaso não corrobora isso o fato de que a Ciência Cristã é realmente uma forma de panteísmo análoga ao hinduísmo?

Resposta: Não, não para quem cuidadosamente se inteirou do que ela realmente ensina sobre esse ponto. A Ciência Cristã mantém distinção clara e coerente entre Deus como o criador, ou Pai, e o homem inclusive o universo como Sua criação.

Falar em Deus como o Tudo é declarar Sua infinidade que a tudo abrange e sublinha o ponto essencial na Ciência Cristã de que não pode haver entidade real nem poder opostos a Deus. Mas isso não elimina o ponto essencial resumido nas palavras de Ciência e Saúde: “O homem não é Deus, e Deus não é o homem.” 5

 

Tampouco apóia a controvérsia de que a Ciência Cristã seja análoga ao hinduísmo. Os ensinamentos da Ciência Cristã estão inteiramente de acordo com o reconhecimento de S. Paulo, de que “nele [em Deus] vivemos, e nos movemos, e existimos”6 .

 

Nem no Novo Testamento nem na Ciência Cristã encontra-se sugestão alguma de que o ser individual seja absorvido na “plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas” 7.  Ao invés disto, em ambos se indica a variedade de modos pelos quais se expressa a individualidade, “mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” 8.

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Miscellaneous Writings, p. 124. 3 Tiago 1:17. 4 Mateus 22:37. 5 Ciência e Saúde de autoria da Sra. Eddy, p. 480. 6 Atos 17:28. 7 Efésios 1:23. 8 1 Cor. 12:6.

 

Fonte: texto da edição de dezembro de 1982 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados.

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Christian Science Center Boston - First Church of Christ Scientist or Mother Church

Centro da Ciência Cristã em Boston e seu espelho d'água. A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, ou "A Igreja Mãe", em Boston remonta a 1894 e é o ponto focal do complexo da sede de 14 hectares da religião, localizado na Huntington Avenue em Boston, Massachusetts, EUA.

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Por que a Ciência Cristã não é um "culto" - 4

 

Nota da Redação: Desde os primórdios, formas erradas de apresentar os ensinamentos da Ciência Cristã foram postas em circulação pela crítica. Em anos recentes, essas críticas alcançaram nova amplitude na tentativa de rotular a Ciência Cristã de “culto não-cristão”.

Achamos que as seguintes perguntas e respostas sobre pontos-chave, preparadas pela Delegacia de Divulgação, serão de interesse de nossos leitores e de outras pessoas. Apresentamo-las no espírito das palavras de Mary Baker Eddy: “Uma mentira deixada a seu bel-prazer não é tão facilmente destruída como quando se diz a verdade sobre ela.” 1

 

A missão e o significado

de Cristo Jesus

 

Pergunta: Acaso não é verdade que os Cientistas Cristãos separam Jesus do Cristo e afirmam que Jesus foi apenas um bom homem?

Resposta: Trechos típicos dos escritos da Sra. Eddy que jamais ou raramente são mencionados pelos religiosos que a criticam, contêm declarações como estas: “A divindade do Cristo tornou-se manifesta na humanidade de Jesus” e “Esse Cristo, ou divindade do homem Jesus, era sua natureza divina, a santidade que o animava.” 2

 

A Ciência Cristã faz distinção entre o título divino do Salvador como Cristo e sua história humana como Jesus. No entanto, jamais separa os dois, pois aceita plenamente Jesus como a encarnação ou a corporificação do Cristo.

Por vezes, críticos que se dizem ex-Cientistas Cristãos, lamentam nunca haverem aprendido algo sobre Jesus na Ciência Cristã. É de admirar como essas pessoas podem ter deixado de ler um dos discursos mais comoventes e profundos sobre sua vida até hoje escrito, o capítulo “Reconciliação e Eucaristia” no livro Ciência e Saúde.

 

Há, por certo, diferença teológica legítima entre Cientistas Cristãos e religiões que acreditam que Jesus é Deus. Mas os Cientistas Cristãos acreditam que Jesus demonstrou completamente e de maneira inigualável a filiação espiritual do homem com Deus.

Além disso, consideram que essa filiação espiritual define a verdadeira natureza do homem criado à semelhança de Deus. Cientistas Cristãos amam e reverenciam Jesus não somente como seu Senhor e Mestre, mas também como o Modelo para toda a humanidade. Paulo escreve: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” 3 e entendem que esse “sentimento”, ou motivação, é divino.

Resumindo, reconhecem cheios de gratidão o Messiado de Cristo Jesus, sua relevância humana e divina na história como o mediador entre Deus e os homens, o “único imaculado”, o “mais alto representante terrestre de Deus”, “Jesus, o coroado de Deus, ou o homem divinamente real” 4 .

 

Pergunta: A maioria dos cristãos acredita que o advento de Jesus na carne e sua crucificação e ressurreição foram acontecimentos cruciais na história da humanidade. Quando Cientistas Cristãos dizem que a matéria é irreal, acaso não negam o próprio significado desses acontecimentos, até mesmo que tenham tido lugar?

Resposta: Jamais cristão algum poderia tomar o registro evangélico da vida de Cristo Jesus, inclusive seu nascimento virginal, sua crucificação e ressurreição corpórea, de maneira mais literal e mais séria do que o Cientista Cristão. Esses são acontecimentos históricos no sentido mais amplo do termo.

A Sra. Eddy escreve com referência ao “ceticismo perigoso” quanto a esse assunto: “Cristãos e Cientistas Cristãos sabem que se o Antigo Testamento e as narrativas dos evangelhos nunca tivessem sido escritos, a natureza do cristianismo, tal como foi ilustrada na vida de nosso Senhor, e a verdade contida nas Escrituras, são suficientes para autenticar o cristianismo do Cristo como o ideal perfeito.” 5

 

O parágrafo anterior ajuda a explicar uma afirmação feita pela Sra. Eddy, a qual invariavelmente é usada fora de contexto pelos críticos religiosos: “Se nunca tivesse existido tal pessoa como o profeta da Galiléia, isso não faria diferença para mim.” 6

 

Apesar de seus escritos caracterizarem-se por constantes referências à suprema importância da vida e do exemplo de Jesus, aqueles que a difamam procuram, em vez disso, trechos isolados que se possam ajustar ao significado que eles querem dar.

No caso em foco, a Sra. Eddy estava descrevendo o que havia dito a um difamador agnóstico que a havia desafiado a comprovar a existência de Jesus. Após as palavras citadas, ela escreveu: “Eu ainda saberia que o ideal espiritual de Deus é o único homem verdadeiro à Sua imagem e semelhança.”

Em termos não completamente dessemelhantes, o evangelista Billy Graham tem afirmado que mesmo “se não houvesse registro histórico da vida e do ministério de Jesus, ele ainda seria real para mim, porque eu o conheço pela minha experiência pessoal e diária” 7.

Com alegria, Cientistas Cristãos enfatizam a importância da ressureição real de Jesus após ter ele sido enterrado, enquanto algumas pessoas de outras igrejas duvidam dessa verdade e ainda assim permanecem de nome no rebanho cristão.

A veracidade da ressurreição sustenta a fé dos Cientistas Cristãos na supremacia do poder espiritual sobre o material. E é fundamental à prática da cura por meio da qual procuram comprovar, passo a passo, que a matéria e suas limitações não fazem parte da realidade estabelecida por Deus.

 

Pergunta: Como podem Cientistas Cristãos dizer que Cristo é apenas uma idéia?

Resposta: Eles não o afirmam. Tal como não afirmam que Deus é “apenas” o Ser Supremo. Cristo é “a idéia de Deus” 8 e não do homem — é a própria presença e o próprio poder de Deus. A Sra. Eddy escreve sobre “a presença viva e palpitante do Cristo” 9 , que cura os doentes, e que “é o Cristo vivo, a Verdade prática, que faz de Jesus ‘a ressurreição e a vida’ para todos os que o seguem em seus atos” 10 .

 

Talvez o cristão tradicional não consiga compreender facilmente esse ponto, mas o poder do Cristo, o espírito do Cristo, expresso no viver, sempre se faz sentir. Separa decisivamente a cura cristã de toda e qualquer forma de cura pela mente humana e regenera enquanto cura.

 

Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando:
Que faremos para realizar
as obras de Deus?
Respondeu-lhes Jesus:
A obra de Deus é esta,
que creiais naquele
que por ele foi enviado.

João 6: 28, 29

 

1 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 130. 2 Ciência e Saúde, pp. 25–26. 3 Filip. 2:5. 4 Message to The Mother Church for 1901 de autoria da Sra. Eddy, p. 8, e Ciência e Saúde, pp. 52 e 313. 5 Miscellany, p. 179. 6 Ibid., pp. 318–319. 7 Citado por Robert Peel, em Christian Science: Its Encounter with American Culture (Nova Iorque:Henry Holt and Company, 1958), p. 193. 8 Ciência e Saúde, p. 565. 9 Ibid., p. 351. 10 Ibid., p. 31.

 

Fonte: texto da edição de janeiro de 1983 da revista O Arauto da Ciência Cristã - © 2013 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados.

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Nota: as três últimas partes da  série,  com  perguntas e respostas sobre pontos chave  a respeito da  Ciência Cristã, preparadas pela Delegacia de Divulgação, presente  nas edições de outubro de 1982 a  abril de 1984  da  revista “O Arauto da Ciência Cristã” , serão publicadas na próxima semana. 

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Recomendamos a leitura da RÉPLICA CORRETIVA PARA A OPINIÃO PÚBLICA sobre artigo anônimo que circula pela internet há muitos anos sobre a Ciência Cristã.

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sábado, 20 de abril de 2013

EVANGÉLICOS LAMENTAM USO DA BÍBLIA PARA JUSTIFICAR MALDIÇÃO SOBRE OS NEGROS E AFRICANOS

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Evangélicos lamentam uso da Bíblia para justificar maldições sobre negros e africanos

 

 

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira repudiou, em nota pública, o uso inadequado das Escrituras Sagradas sobre supostas maldições sobre pessoas por causa de sua tez. "Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana", frisa o documento.

 

Equívocos proferidos desde os púlpitos, redes sociais, tribunas e "até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da impunidade parlamentar" têm origem no texto que se encontra no livro de Gênesis, capítulo 9, versículos 20 a 27. Nessa passagem, explica a Aliança, Noé, embriagado, fica nu e é surpreendido por seu filho Cam [Cão], avisado que foi por seu neto Canaã, filho de Cam.

Ao invés de manter a discrição, Cam avisa os seus irmãos a respeito da nudez do pai, que se recusam a vê-lo nesse estado e o cobrem com uma manta. Ao saber da postura de Cam e de Canaã, Noé os amaldiçoa, destinando-lhe a servidão.

Noé amaldiçoando seu neto Canaã, gravura de Gustave Doré (1832-1883)

 

"O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto, e seu filho Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram originalmente o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente", explica a nota da Aliança.

Toda vez que esse texto foi aventado a partir "dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos", tanto na justificativa da escravidão de ameríndios no Brasil, dos negros vindos da África, quanto na elaboração de sistemas legais de segregação social, como aconteceu nos Estados Unidos, ou para justificar o "apartheid".

A Aliança alerta que toda passagem bíblica tem que ser lida em seu contexto imediato e considerado à luz de toda a Escritura. O próprio capítulo 9, do livro de Gênesis, afirma o desejo de Deus de abençoar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento dos descendentes de Noé.

"Não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco, nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão", destaca a nota da Aliança.


Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC).

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Para refletir:

“As decisões por voto de comissões eclesiásticas sobre o que deve ou não deve ser considerado Escritura Sagrada; os erros evidentes das antigas versões; as trinta mil variantes do Antigo Testamento e as trezentas mil do Novo - esses fatos mostram como um sentido mortal e material se insinuou no relato divino, obscurecendo até certo ponto, com seu próprio matiz, as páginas inspiradas.

Os enganos, porém, não puderam obscurecer inteiramente a Ciência divina das Escrituras, a qual se revela desde o Gênesis até o Apocalipse, nem deturpar a demonstração de Jesus, nem anular a cura operada pelos profetas, os quais previram que "a pedra que os construtores rejeitaram" se tornaria "a principal pedra", a "angular".  Ciência e Saúde com Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy.

“O cristianismo nunca assentará em um Princípio divino para assim ser reconhecido como infalível, sem que antes se alcance sua Ciência absoluta. Quando isso for conseguido, nem orgulho, nem os preconceitos, nem a intolerância, nem a inveja poderão saloprar seus alicerces, pois estará edificado sobre a rocha, Cristo.” Ciência e Saúde com Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy.

 

Noé. Um mortal corpóreo; conhecimento da nulidade das coisas materiais e da imortalidade de tudo o que é espiritual. CS 592: 22

Cão (filho de Noé). Crença corpórea; sensualidade; escravidão; tirania. CS 587: 22

Canaã (filho de Cão). Uma crença sensual; o testemunho daquilo que é chamado sentido material; o erro que quer tornar  mortal o homem  e fazer a mente mortal escrava do corpo. CS 582: 25

CS = Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy

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Acesse: Moisés, Maomé, Jesus:  Leituras  do sagrado  e  fundamentalismos de Luiz Dietrich.

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