quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MANHÃ DE NATAL

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Yet wherefore signalize the birth
Of him ne'er born?
What can rehearse the glorious worth
Of his high morn?

 

 

 

Christmas Morn

 

What can rehearse the glorious worth
Of his high morn?

 

 

Fonte:  parte do poema "Cristo e o Natal", composto de 16 versos,

escritos pela descobridora, fundadora e líder da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy.

Ilustrado com 16 gravuras, desenhadas pelo artista James F. Gilman.

Primeiras edições editadas no período de 1893 a 1897.

VIDEO: A Look Into the New Edition

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Manhã de Natal

Mary Baker Eddy

 

Manhã bendita de Natal

Em luz raiou.

Nem nuvem má, nem temporal

Teu céu toldou.

 

Amado Cristo, eternal,

Em teu surgir

Nem dor, nem canto

maternal,

Se fez sentir.

 

O que em Belém se viu

nascer

E amamos nós,

Da idéia viva, vero ser,

Foi sombra só.

 

Suave luz de paz, Amor,

Não és mortal.

Verdade, Vida, teu valor

Desfaz o mal.

 

Do credo atroz, a corrupção.

Vens nos guiar,

Perene apoio, proteção,

Aqui, nos dar.

 

 

Fonte: poema de Mary Baker Eddy, musicado  faz parte do Hinário da Ciência Cristã. The Christian Science Board of Directors.Todos os direitos reservados. 

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Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras

de Mary Baker Eddy

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS:

Pergunta. - O que é Deus?

Resposta. - Deus é a Mente, o Espírito, a Alma, o Princípio, a Vida, a Verdade, o Amor; é incorpóreo, divino, supremo, infinito.

GLOSSÁRIO:

Manhã. Luz; símbolo da Verdade; revelação e progresso.

Anjos. Pensamentos de Deus que vêm ao homem; intuições espirituais, puras e perfeitas; a inspiração do bem, da pureza e da imortalidade, atuando contra todos o mal, toda a sensualidade e toda a mortalidade.

Cristo. A divina manifestação de Deus, que vem à carne para destruir o erro encarnado.

 

 

*Leia também neste blog: Reflexões sobre os festejos do Natal: precisamos manter o foco

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

REFLEXÕES SOBRE OS FESTEJOS DO NATAL: PRECISAMOS MANTER O FOCO

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Reflexões sobre os festejos do Natal:

precisamos manter o foco

 

Marcia Machado da Luz

 

 

Recentemente assisti o filme “O Estranho Mundo de Jack” do cineasta Tim Burton. O filme relata a história de Jack Skelligton, o rei da Cidade do Halloween, que comanda o dia das bruxas.

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Na história, após anos e anos de macabros eventos, Jack estava entediado e depressivo. Andando sem rumo, saiu de sua cidade e foi parar na Cidade do Natal. Lá ficou encantado com tudo o que viu e ouviu – as luzes, as cores, os presentes, os enfeites, os doces com sua beleza e perfumes, as canções natalinas e a alegria das pessoas. O rei do terror teve, então, uma idéia – iria pegar para si o Natal e faria uma grande e bela festa de Natal com a ajuda dos habitantes de sua cidade. Voltou para lá, convocou todo mundo para ajudar e os preparativos para o Natal começaram. Jack pesquisou sobre o Natal em livros, desmontou presentes para ver como eram por dentro e até mandou seqüestrar Papai Noel para tomar seu lugar.

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Todos trabalhavam e se empenhavam, mas o resultado foi um grande desastre. Por não conhecerem o Natal, sua alegria, beleza e bondade, os habitantes transformaram tudo em um grande horror. Os presentes eram coisas horripilantes, as renas de Papai Noel eram esqueletos, o trenó um caixão. Com os pensamentos próprios do dia das Bruxas, o Natal saiu grotesco e os presentes distribuídos assustaram e até atacaram os presenteados.

Essa história mostra claramente que reproduzimos em nossas experiências aquilo que pensamos. Como só conheciam o que assusta e amedronta, os habitantes da Cidade das Bruxas não puderam fazer algo belo e agradável.

É muito importante cuidarmos de nossos pensamentos a fim de não reproduzirmos em nossas experiências o que não é bom. Mary Baker Eddy, no livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, refere-se a isso no seguinte trecho: “Todos nós somos escultores, que trabalhamos em formas variadas, modelando e cinzelando o pensamento. Qual é o modelo que está diante da mente mortal? Será a imperfeição, a alegria, a tristeza, o pecado, o sofrimento? Aceitaste o modelo mortal? Acaso o estás reproduzindo? Então és perseguido em teu trabalho por escultores viciosos e formas hediondas . Não ouves todo mundo falar do modelo imperfeito? O mundo põe-no diante de teus olhos. O resultado é que ficas propenso a seguir esses padrões inferiores, a limitar a obra de tua vida e a adotar na tua experiência o contorno anguloso e a deformidade dos modelos da matéria”.  (p.248)

Isso fez pensar no Natal e como esta festa praticamente se transformou em um evento comercial. Não vejo nada de errado em presentear as pessoas que amamos, em recompensar aqueles que nos ajudaram durante o ano, em enfeitar nossas casas, reunir as pessoas amadas, mas fazê-lo e dizer que é a comemoração do nascimento de Jesus e colocar como figura central desta comemoração o Papai Noel, é um total equívoco.

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Devemos ensinar nossas crianças, filhos, netos e alunos da escola dominical, a discernirem os fatos. Papai Noel, brinquedos, presentes, são tradições que com o passar do tempo foram tomando lugar do verdadeiro sentido do Natal. E se não mantivermos o pensamento  correto, corremos o risco  de perder a mensagem verdadeira do Natal.

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www.marybakereddylibrary.org

 

Em um artigo intitulado: Natal para crianças (The First Church of Christ, Scientist and Miscellany - p. 261) a Sra. Eddy nos fala o seguinte: “Parece-me que amorosos pais e tutores de jovens muitas vezes perguntam: Como podemos alegrar o Natal das crianças e também beneficiá-las com isso? A sabedoria de seus responsáveis que procuram conhecer Deus parece amplamente preparada para isto, conforme o costume dos tempos e para suprir completamente a alegria juvenil. Deixem que isto continue assim, mas com uma exceção: não se deveria ensinar às crianças a acreditarem que Papai Noel tem algo a ver com esse passatempo. Um engano ou mentira nunca é sábio. Nunca se fará demais para bem proteger e guiar a germinação e o poder do pensamento infantil.”

O nascimento de Jesus, sua missão, seus ensinamentos e curas, devem ser relembrados e celebrados no Natal e os festejos devem expressar os motivos sinceros de amor, bondade, compaixão, paz e a espiritualidade inerentes ao Cristo. Caso contrário, reproduziremos algo grotesco, ditado pelo materialismo, cheio de motivos egoístas, ciúmes, invejas e ganância. E, tal como o Natal de Jack Skelligton, essa festa não preencherá seu objetivo. Em vez de trazer alegria e paz, trará insatisfação.

Todos que amam o Natal certamente estão atentos para ouvirem os anjos do Amor divino, que dirige os passos da humanidade rumo ao Cristo, que ficou tão evidente na vinda de Jesus.

 

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  Marcia Machado da Luz, CS - Praticista da Ciência Cristã

 

Fonte: Reflexões sobre os festejos do Natal: precisamos manter o foco foi   publicado originalmente  em http://www.cienciaesaude.com.br . Publicado neste blog em dezembro de 2012, juntamente com outro texto sobre o Natal . Republicamos hoje por continuar atual.

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GLOSSÁRIO de Ciência e Saude com a Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy:

Anjos. Pensamentos de Deus que vêm ao homem; intuições espirituais, puras e perfeitas; a inspiração do bem, da pureza e da imortalidade, atuando contra todos o mal, toda a sensualidade e toda a mortalidade.

Cristo. A divina manifestação de Deus, que vem à carne para destruir o erro encarnado.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

EMPEZAR BIEN

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Empezar bien

 

Daniel L. Jensen, C.S.B.

 

 

"Cuando empecé con la práctica de la Ciencia Cristiana, mi maestra ilustró inolvidablemente este punto de elegir la premisa correcta. Bien al principio de su práctica, su hijo menor se había quedado paralizado de la cintura para abajo con una creencia de polio. Bueno, se pueden imaginar cuán enérgicamente trabajó esa madre - durante horas cada día. Y después de terminar el tratamiento, como es humanamente comprensible, ella iba y miraba debajo de la sábana para ver si él podía mover sus pequeñas piernas. Esto siguió de esta manera durante cuatro largos meses. Finalmente ella misma recurrió a la ayuda de un practicista y le relató las circunstancias. El sólo sonrió e hizo una simple y reveladora observación: "Deje de mirar, querida". Y ella reconoció inmediatamente lo que había estado haciendo."

Foto_ Edésio Ferreira Filho_ Raio de Sol no Paraná_2007

 

La Sra. Eddy nos dice, "Empezar bien es terminar bien." (CyS 262:31 solamente). Y de esto es de lo que me gustaría hablarles esta mañana, de "empezar bien". ¿De qué premisa partimos en nuestras oraciones y en nuestros tratamientos, del espíritu o de la materia?

La mente mortal presenta sus pretensiones materiales de enfermedad, discordia y carencia a toda la humanidad, o al menos eso parece. Y como gran parte del mundo es ignorantemente llevado a aceptar estos cuadros de los sentidos materiales como si fueran una realidad inmediata, intentan sanarlos de la única manera que conocen: materialmente. Pero casi la primera cosa que un estudiante de la Ciencia Cristiana aprende, es que nosotros, en la práctica de esta Ciencia, no usamos medios materiales para sanar.

Gradualmente vamos entendiendo cómo y por qué recurrimos exclusivamente a los medios espirituales. Esta elección en la búsqueda de soluciones es generalmente aceptada entre los científicos cristianos. La mayor parte de ellos creen en el uso de medios metafísicos y en la necesidad de valerse sólo de estos, no mezclarlos. Pero hay un área vitalmente importante en la que todos, con frecuencia, nos desviamos. Cualquier practicista experimentado de la Ciencia Cristiana les dirá que nueve de cada diez pacientes vienen pidiendo ayuda metafísica, pero ¿para lograr qué? Para curar un cuerpo material, una situación material - por medios espirituales.

¿Qué revela este intento? Bien, nos dice inequívocamente que también nosotros hemos sido engañados por el "error básico" - la realidad de la materia. Hemos sido embaucados y hemos aceptado esa premisa errónea - que la materia es real, que el hombre es mortal, y que por lo tanto es la materia lo que necesita curación. Por supuesto que esto no es "empezar bien". Cierto es que no nos estamos valiendo de medios materiales para solucionar nuestro problema, pero el problema mismo lo vemos como algo material. Nuestra visión del problema es, muchas veces, tan material como la de los médicos ante una enfermedad, o como la de los jueces ante una bancarrota.La única diferencia en nuestros métodos es que nosotros intentamos usar medios espirituales para curar. ¿Es esto Ciencia Cristiana? Me temo que no. Probablemente podría ser clasificado como una forma de "mente sobre materia", o medicina psicosomática al estilo Ciencia Cristiana... O, en el mejor de los casos, como fe sanadora.

Pero la Sra. Eddy advierte: "Es charlatanería mental hacer de la enfermedad una realidad - considerarla como algo que se ve y se siente - y luego tratar de curarla por medio de la Mente." (CyS 395:23-25). No se puede decir más claro. ¿Pero no es esto lo que a menudo intentamos hacer?

Consideremos un caso real que ilustra la importancia de empezar bien. Una tarde recibí la llamada de un hombre contándome desesperado, que las mejores clínicas del Estado coincidían en que su madre moriría de un cáncer maligno al cabo de dos semanas. Decían que estaba expandido por todo su cuerpo y que ya no había nada que hacer. Por este motivo recurrían a la Ciencia Cristiana como última esperanza. Con lujo de detalles me dio una descripción del diagnóstico médico y de la evidencia. Como pueden ver, el dramaturgo "mente mortal" estaba cuidadosamente montando la escena.

Accedí a visitar a la paciente. Cuando llegué, los elementos del testimonio de los sentidos fueron convincentemente presentados, uno tras otro, por las enfermeras que la asistían. No se le suministraba ninguna medicina ni se le daba ningún tratamiento, presumiendo que ya todo sería en vano. Parecía que todos los argumentos que la mente mortal podía imaginar estaban allí bien colocados. Un cuadro de incurabilidad y desesperanza.

Ahora bien, supongan que ustedes son el practicista al que se le presenta semejante cuadro. En ese mismo momento se hallan en el punto crucial del caso. En ese mismo momento se hallan en el punto crucial del caso. Porque es ahí donde debe tomarse la decisión básica, y debe ser tomada correctamente para posibilitar la curación. Pese a la contundencia con que el testimonio de los sentidos presenta su pretensión de realidad, hay una elección que hacer.

(Recuerdo que cuando estaba en el colegio tuve un profesor que cada mañana, cuando entrábamos, nos decía: "La mera repetición no garantiza estar aprendiendo. La mera repetición no garantiza estar aprendiendo." Es lo único que recuerdo del curso. Por eso no se extrañen si hoy escuchan alguna que otra repetición).

Bueno, ¿cómo van a enfocar ustedes el problema? ¿Qué premisa aceptarán? Primera - ¿que la materia, el cuerpo, es real; que tiene substancia, vida y sensación, que por tanto es destructible por naturaleza y que, de una forma u otra, física o metafísicamente, tiene que ser reparado o restaurado? Aquí es al cuerpo al que se encuentran mirando. Y cuando duele, se hace muy real. O segunda - la premisa de que el Espíritu es real y que el hombre es totalmente espiritual, eterno, perfecto e indestructible; que, por lo tanto, la así llamada materia no es sino un cuadro mental, un cuadro mental que es irreal e ilusorio. ¿Qué premisa deben aceptar en el comienzo de su trabajo?

Sentados aquí, en la calma de una situación hipotética, la elección de la premisa espiritual parece bastante obvia ¿no? Pero como todos sabemos, a menudo podemos ser engañados parcial o totalmente, por el cuadro mental de le mente mortal antes de que nos demos cuenta y hallarnos aceptando la premisa material.

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Cuando empecé con la práctica de la Ciencia Cristiana, mi maestra ilustró inolvidablemente este punto de elegir la premisa correcta. Bien al principio de su práctica, su hijo menor se había quedado paralizado de la cintura para abajo con una creencia de polio. Bueno, se pueden imaginar cuán enérgicamente trabajó esa madre - durante horas cada día. Y después de terminar el tratamiento, como es humanamente comprensible, ella iba y miraba debajo de la sábana para ver si él podía mover sus pequeñas piernas. Esto siguió de esta manera durante cuatro largos meses. Finalmente ella misma recurrió a la ayuda de un practicista y le relató las circunstancias. El sólo sonrió e hizo una simple y reveladora observación: "Deje de mirar, querida". Y ella reconoció inmediatamente lo que había estado haciendo.

Volvió a casa y le dio al niño un tratamiento con el cual debió haber empezado. Y al día siguiente, cuando ella lo estaba bañando, ¡él prácticamente saltó de la tina! No había atrofia, no hubo tiempo de convalecencia. Al relatármelo, ella dijo: "Nunca más se me ocurrió mirar sus piernas. ¿Qué tenían que ver con el asunto? Nada. Nada."

Desde entonces, muchas veces, cuando estoy trabajando en algo donde la evidencia parece ser muy real, sólo me digo: "Nada. Nada." Para enfatizar que eso es exactamente lo que estamos enfrentando; una ilusión mental.

Parecería que el científico cristiano más experimentado puede ser engañado. Uno de los alumnos de la Sra. Eddy habló de un incidente en el que nuestra guía repentinamente se volvió del costado de la cama de un paciente críticamente enfermo al que ella estaba tratando. Caminó hacia la ventana y con humildad dijo en voz baja: "Mi querido Padre celestial, por favor perdóname por mirar la materia". La curación siguió de forma inmediata. Hubo simplemente un cambio en la premisa, abandonando la decepción de la materia por una realidad espiritual.

Cuando la mente mortal gradual o repentinamente presenta sus vívidas imágenes mentales a la consciencia humana, sus cuadros de enfermedad, discordia o carencia, siempre parece tratarse de una condición o situación material, tal como ocurre en nuestros sueños cuando dormimos. Debemos estar y permanecer alertas al hecho de que su cuadro es un engaño mental, una mentira - no la realidad, como ilustra la experiencia de la Sra. Eddy.

Quisiera entretenerme en esto, ya que se trata de un punto muy importante. La Sra. Eddy se dio cuenta de cuán engañoso puede ser el testimonio de los sentidos... especialmente cuando duele. Ella dijo que el dormir y el mesmerismo explican la naturaleza mítica del sentido material.

¿Qué es un mito? Es una historia para hacer creer a la gente, una ficción ¿no es cierto? Ahora, ¿por qué tomaría ella esos dos ejemplos para explicar lo que nosotros estamos experimentando? Porque parecen ser muy reales. Todos hemos experimentado sueños y cuán reales parecen, o no lloraríamos o reiríamos mientras dormimos. Pero, al despertarnos, sabemos inmediatamente que todo era una completa ilusión. Si en el sueño ustedes están conduciendo una locomotora de diez toneladas, ¿dónde quedan las diez toneladas de hierro cuando despiertan?

En relación con el uso que hace la Sra. Eddy del dormir o del sueño, puede resultarles interesante acudir a la tercera historia de Nosotros Conocimos a Mary Baker Eddy (We Knew Mary Baker Eddy) en la página 44. Ella le escribe una carta a Calvin Hill, quien estaba sufriendo un problema de enfermedad pulmonar. Aunque él no se lo había dicho, ella lo intuyó. Estaba aterrorizado pues su padre había fallecido ante él de tuberculosis. Ella le indicaba en la carta que fuera a la página 188 de Ciencia y Salud, tercer párrafo, donde ella habla del sueño despierto y el dormido.

Para completar esto, podría recomendarles leer la pág. 250:16-30 de Ciencia y Salud que incluye este interrogante: "Ahora bien, yo pregunto: ¿Hay más realidad en el sueño despierto de la existencia mortal que en el sueño dormido? No puede haberla...". Se dan cuenta de que ella utiliza una comparación muy apropiada para ayudarnos a comprender que lo que estamos viendo ahora es un sueño.

Hoy en día casi nadie, particularmente entre los jóvenes, ha visto a alguien hipnotizado. Pero en la época de Mrs. Eddy, la hipnosis formaba parte de casi todas las actuaciones de vaudeville. Todo el mundo en la calle sabía lo que era el hipnotismo, la mayoría incluso lo habían visto, y por eso ella usa el ejemplo del mesmerismo. Al principio, a mí me parecía más clara esta comparación de la sugestión hipnótica, ya que yo sí había visto a muchas personas hipnotizadas. Pero ella habla del sueño una y otra vez en sus escritos, porque ambos son similares. Son casi idénticos. Una vez que nos damos cuenta de ello y somos capaces de arraigarlo en nuestro pensamiento, cambia toda la naturaleza de la cuestión.

Les contaré una pequeña experiencia: Mi papá, cuando era un muchacho, compartía una habitación con otro joven. Una noche fueron los dos a ver un show donde actuaba un hipnotizador. Voluntariamente el compañero de mi papá subió al escenario. Fue hipnotizado, y se le dijo que estaba sentado sobre un brasero ardiente, cuando en realidad no se había movido de un pequeño taburete.

No obstante, él empezó a retorcerse y retorcerse y muy pronto cayó en agonía - todo esto para deleite de la audiencia, que claramente podía ver que allí no estaba pasando nada. El gritaba de dolor, y finalmente, se desmayó. Mi papá dijo que cuando llegaron de vuelta a casa, su amigo tenía grandes ampollas en el cuerpo; tan real había sido la imagen mental. Y nosotros vemos esto todo el tiempo en la práctica de la Ciencia Cristiana... esta convincente sugestión hipnótica.

Así que Mrs. Eddy usa medios muy adecuados para explicarnos la irrealidad de lo que experimentamos. Ella dice que éste es el error primordial - la pretensión de realidad de la materia. Y nos advierte: "Admitid la existencia de la materia, y admitís que la mortalidad (y por consiguiente la enfermedad) tiene una base en la realidad." (CyS 368:31-33) Y en otra parte, "La materia es... a veces bella, pero siempre errónea." (CyS 277:32).

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Una vez una mujer vino a Edward Kimball quejándose de tener plumas amarillas de canario creciendo en ambos brazos. El le dijo: "Señora, no hay plumas de canario en sus brazos." Pero ella estaba muy convencida, diciendo, "Por supuesto que están. Mire." Las plumas de canario eran tan reales para ella como cualquier otra cosa. Ahora, ¿cuánto tiempo creen que el Sr. Kimball empleó tratando de acabar con las plumas? Su tarea, como él sabía, fue simplemente disolver una ilusión mental, un engaño. Y lo hizo mediante el conocimiento del hecho espiritual de que el hombre es imagen y semejanza de Dios y por lo tanto es perfecto ahora.

En un caso como éste, es comparativamente fácil no tratar de cambiar la materia, y empezar desde una premisa espiritual, porque sabemos que a las mujeres no les salen plumas. A los pájaros les salen.

Pero ¿qué hubiera ocurrido si la mujer hubiese mostrado los brazos cubiertos con una desagradable enfermedad en la piel? ¡Huy! ¿No intentaríamos entonces empezar desde una premisa material y tratar de curar la materia? Sin embargo, ¿sería la situación en realidad, una pizca más material? ¿No estaríamos también, sólo frente a una ilusión mental? Entonces, ¿no creen que la misma premisa espiritual sería el punto correcto para empezar? Por supuesto que sí. Pero esto requiere una consecuente vigilancia para estar instantáneamente conscientes de que la materia - con buena o mala apariencia - es una ilusión, y no ser arrastrados por la tentación de aceptar la premisa de la realidad material y después tratar de curarla.

Otra ayuda muy eficaz para aprender a empezar correctamente se encuentra en ese maravilloso y breve párrafo de la página 123 de nuestro libro de texto. Dice así: "La realidad de la Mente muestra concluyentemente cómo es que la materia parece existir pero no existe. La Ciencia divina, superando las teorías físicas, excluye la materia, resuelve cosas en pensamientos y reemplaza los objetos del sentido material con ideas espirituales." Dice casi lo mismo en la página 269, y de nuevo en Escritos Misceláneos.

Ahora, miremos un poco más de cerca las advertencias contenidas en esta afirmación. Saben, no podemos tomar superficialmente estas hermosas palabras que ella dice. Debemos meditar un poco sobre ellas. Como ejemplo de esto último me gustaría remitirlos al primer testimonio del Journal de Marzo de 1918. Probablemente les parecerá el testimonio más extraordinario que jamás hayan leído. Estoy convencido de que cuando uno oye de una persona que tras 20 minutos de leer Ciencia y Salud por primera vez en su vida, está oyendo con un oído en el que el tímpano y el huesillo del oído habían sido quirúrgicamente extraídos, y está escuchando el tictac de un diminuto reloj además de otras cosas de las que había sido sanada, uno empieza a pensar que quizás esto valga la pena.

Pero yo los remito a este artículo por la manera en que ella lee. Hay dos o tres párrafos en los que describe cómo leía, y es muy interesante ver cómo fue profundizando en la lectura. Por eso les hablo de este ejemplo y también de este enunciado de la página 123: para estudiarlos detalladamente y pensar en ellos.

Ahora, en este párrafo, "la realidad de la Mente" (la Verdad) nos muestra "concluyentemente" (esto es, más allá de toda duda, decisivamente, absolutamente, categóricamente) que la materia sólo "parece existir pero no existe". Es "la Ciencia divina" lo que nos capacita para "superar las teorías físicas, excluir la materia, y resolver cosas en pensamientos"; esto es, ver que todo lo que parece ser material es sólo un pensamiento, un concepto mental. (¿Están ahora ustedes en este edificio o está el edificio en ustedes? ¿Están ocupando un cuerpo material o es el cuerpo el que está en ustedes?)

Cuando nosotros entendemos esto, lógicamente reconocemos que la pretensión es mental, y así podemos tratarla. Pero mientras uno está tratando con "cosas", con materia, no está ni siquiera dentro del estadio donde se juega. Uno está todavía en el aparcamiento.

¿Por qué es este "resolver cosas en pensamientos" tan importante? Bueno, en primer lugar, cuando estás tratando con pensamientos, estás tratando con algo que puede ser cambiado, reemplazado, corregido. Pues, ¿alguien oyó alguna vez que un pensamiento no se pueda cambiar? ¿Se dan cuenta dónde deja esto a la pretensión de incurabilidad? ¿Quién ha escuchado jamás de un pensamiento que fuera incurable? Nunca ha existido tal cosa. Este resolver cosas en pensamientos nos permite ver las cosas, más bien como simples ilusiones, errores o equivocaciones mentales, en vez de ver realidades o condiciones materiales que nos puedan hacer temer.

Saben ustedes, la señora Eddy exigió al personal de su casa, que si tenían una pretensión de error, debían poner dos palabras antes de nombrarla: "creencia de". Si sentían dolor de estómago, era "una creencia de dolor de estómago". ¿Pero qué se consigue al poner "creencia de" antes del nombre del problema? Ustedes entonces entran en otro juego. Si ustedes siguen esta simple regla, es muy difícil pensar en ello como materia. Por eso ella nos previene de tratar de sanar (reparar o restaurar materialmente) lo que ahora reconocemos ser ilusiones mentales.

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¿Han pensado alguna vez en sanar los rieles del tren que les parece, a ustedes y a todos los demás, como si se fueran a juntar al final de la estación? ¿Y por qué no? Porque ustedes han aprendido, a través de la experiencia o la educación, que la unión de los rieles es una ilusión.

Imagínense tratar de convencer a un practicista para que sane los rieles que se juntan. Sería un tanto embarazoso, ¿no es cierto? ¡La necesidad estaría, antes que nada, en darse cuenta de que nunca se han juntado! Simplemente, no tratamos de curar plumas, o rieles que se juntan, o cualesquiera otras cosas de las que comprendemos, comprendemos, que son sólo ilusiones mentales. Si comprendemos que algo es una ilusión mental, sería tonto tratar de arreglarlo. El desafío, entonces, es mirar a través del falso testimonio de los sentidos, del cuadro material que se nos presenta, y reconocer (comprender) que se trata de un error mental.

¿Y cómo hacemos esto? Ustedes saben muy bien cuál es la respuesta. Permanezcan conscientes del verdadero hecho, del hecho espiritual, como se enseña en la Ciencia divina. Permanezcan en él con un solo pensar, y tan resolutamente, que sólo esta verdad tenga realidad para ustedes. La ilusión se hará evidente por sí misma. Esto es destruir la ilusión por medio de la metafísica divina, y no por medio de un acto de la voluntad humana. Es el poder de la Verdad el que sana. Es el poder de la Verdad el que sana.

Ustedes verán que todo lo que ha ocurrido es que esta falsa creencia se había establecido en la consciencia humana y se había vuelto temporalmente una realidad para nosotros. Es por ello que pensamos que vemos la gripe, o un brazo roto, o carencia, o lo que sea. Y es esta falsa creencia la que debe ser tratada. Ahora el proceso a seguir está señalado en esta Ciencia del Cristo.

Déjenme volver brevemente a este proceso, porque algunas veces nos enredamos en un lenguaje tan altisonante al analizar las cosas que olvidamos lo más elemental. Lo primero que debemos hacer es negar. Y nuestra negación no tiene por qué ser una cuestión tan complicada. Bicknell Young lo pone así de simple. El dice, "Primero, te das cuenta de que no hay origen para esta creencia. Segundo, que no tiene sustancia, ni realidad en su falso plano. Tercero, que no tiene ley que la sostenga. Ni origen, ni sustancia, ni ley." Ni origen, ni sustancia, ni ley .

Lo que ustedes están haciendo con esta negación, es simplemente borrar la pizarra mental. Hay muy poca curación durante esta negación, pero es una parte importante de la Ciencia del Cristo. Estoy sólo repasando alguna de las cosas más simples que la Sra. Eddy nos dice acerca de esto en nuestro libro de texto.

Es entonces cuando vamos a la afirmación. Afirmamos los hechos espirituales. Pero ¿para qué hacemos esto? Porque es el hecho espiritual el que destruye la mentira. Nada más puede hacerlo ni lo hará. Ustedes limpian la pizarra y entonces afirman estas verdades acerca del hombre. Este es el ingrediente activo. La Sra. Eddy dice: "La verdad tiene un efecto sanador, aun cuando no se comprenda totalmente." (CyS 152:8).

Esto es siempre de gran ayuda para mí. Pero a veces, nos lleva un tiempo alcanzar estas cosas, estas verdades. Y trabajamos sobre ellas. Y volvemos a ellas insistentemente. Es por ello que les di este testimonio para leer, porque la mujer volvía a ello insistentemente, sin perderlo de vista. Sus ojos estaban tan débiles que sólo podía leer de línea en línea. Y ella ni siquiera pensaba en ser sanada. No declaraba estas verdades para afirmar nada. Simplemente lo hacía para ver la verdad en ellas. Y esto es lo que nosotros estamos haciendo. Estamos sólo viendo la verdad, la Verdad del Cristo, porque esto es lo que tiene el poder de destruir la mentira que nos parece tan real. Esto es parte de "empezar bien".

A medida que avanzamos, esta verdad, sin un esfuerzo consciente, va destruyendo silenciosamente la mentira. Ustedes mismos saben que algunas veces han estado trabajando y reconociendo la verdad acerca de algo y han sanando pretensiones en las que ni siquiera estaban pensando. A mí me ha ocurrido esto a menudo con mis pacientes. Pero cuando ustedes se dan cuenta de que es el poder de la verdad el que actúa, eso les quita su responsabilidad personal. Ustedes declaran la verdad y ella cobra fuerza por sí misma. Ahí es donde descansa el poder.

Por un momento, hablemos un poco más específicamente y poniendo nuestra atención, en el problema de la provisión. Porque ¿no es este el principal problema con el que lucha su fundación (The Principle Foundation)? Y, en sus reuniones, ¿no buscan ustedes controlar espiritualmente esos cuadros de pretendida limitación? Cuando yo estaba trabajando en la dirección de varias organizaciones filantrópicas, nuestra ocupación principal era cómo conseguir dinero y luego decidir quién debía recibirlo.

Normalmente teníamos ciertos criterios para seleccionar a los receptores y contábamos, entre nosotros, con algunos reunidores de fondos profesionales que podían indicarnos cómo contactar con posibles donantes y qué botones podíamos apretar. Todo lo que provenía de nuestros esfuerzos estaba fundado en un buen motivo o propósito humano, pero utilizando métodos materiales. Inevitablemente, los métodos materiales traen consigo sus concomitantes materiales de deficiencia, escasez, carencia, miedo y necesidad.

No es extraño que nuestra Líder nos advierta contra el uso de tales métodos. En Retrospección e Introspección, página 47, ella dice, "La Ciencia Cristiana rehuye todo lo que tenga que ver con medios materiales para el fomento de fines espirituales". Y Robert Peel cita en su libro Años de Autoridad (Years of Authority) un artículo de Alfred Farlow, nuestro primer Comité de Publicaciones, que en este contexto es muy apropiado. El Sr. Peel dice, "Pese a que en la primera década del siglo hubo un creciente número de artículos en los periódicos de la Ciencia Cristiana sobre 'demostrar sustento', la Sra. Eddy sentía mucha pena de que ciertas personas llegaran a la Ciencia Cristiana sólo por los panes y los peces, y recomendaba un artículo de Farlow en The American Business Man (El Hombre de Negocios Americano) que decía, entre otras cosas: 'A veces la prosperidad individual no está fundada correctamente y, como una casa de fundamentos inadecuados, debe por ello ser demolida y vuelta a construir... Ahora, lo que no ha sido hecho de forma correcta es algo malogrado, no tiene mérito real, y, por muy dolorosa que esta labor le parezca al implicado, mientras antes se acometa este deshacer y rehacer, tanto mejor. Lo que bajo estas circunstancias parece ser una pérdida no es pérdida, sino ganancia. Si nuestra riqueza no se obtiene de forma correcta, no es realmente nuestra, y cuanto antes la perdamos y aprendamos sobre nuestra verdadera situación, tanto mejor.'" (págs. 330-331)

¿No es maravilloso que ustedes, señores, puedan formar parte de un esfuerzo que está basado en un concepto espiritual de sustento? ¡Ustedes están construyendo sobre la roca! Esta premisa elevadora les permite crecer espiritualmente mientras ponen en acción su objetivo altruista de dar y compartir - y permite ayudar a los que dan y a los que reciben a crecer también. ¿No es este crecer espiritual nuestro individual "propósito de vida", nuestra verdadera razón de existir? ¿El crecimiento espiritual que ustedes están haciendo?

¿Saben?, nosotros no estamos luchando por ser el muerto más rico del cementerio, pero sí queremos progresar espiritualmente en lo que la Sra. Eddy llama "la escuela preparatoria de la tierra". Todos estamos en la escuela. No obstante, los problemas que nos llegan no tienen muy buena apariencia y uno se pregunta, "¿por qué me ocurre esto a mí? Asistí siempre a la Escuela Dominical, hice todo correctamente - ¿por qué tenía que suceder esto?"

Es parte del proceso de aprendizaje. Los problemas son lecciones que nos llegan para aprender. De la misma forma que aprendemos álgebra o cualquier otra cosa. Te enseñan un montón de teorías, y luego te dan deberes con problemas para que a la noche los resuelvas. Esta es la forma en que uno aprende. No se puede aprender sólo sentándose a leer las teorías. Es al resolver los problemas cuando hacemos nuestro lo aprendido, y podemos usarlo instintiva y rápidamente, de forma automática, cuando las cosas se nos presentan.

Esta creencia de escasez, ¿es básicamente diferente a las otras caretas que se pone la mente mortal ... enfermedad, pecado, agitación, pelea? Les hablo de esto ahora porque como fundación es lo que más van a tener que enfrentar. Simplemente no pueden quedarse acobardados frente a la creencia de escasez. ¿Hay alguna diferencia en las reglas? ¿Comenzaremos curando plumas, la ilusión? ¿No debemos "empezar bien" para "acabar bien" con este error, como con cualquier otro error?

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Nuestra Guía nos da un sentido claro de sustento al decir: "Dios os da Sus ideas espirituales, y ellas, a su vez, os dan vuestra provisión diaria. Nunca pidáis para el mañana; es suficiente que el Amor divino es una ayuda siempre presente; y si esperáis, jamás dudando, tendréis en todo momento lo que necesitéis." (Escritos Misceláneos 307:1-6).

¿No es esto bellamente simple y directo? Ella dice que son las ideas espirituales las que Dios provee. Ahora bien, si empezamos por darnos cuenta de que hay un abastecimiento absolutamente ilimitado de ideas divinas, que nunca mengua ni se agota, ¡comenzamos a ver que estamos tratando con la misma infinitud! ¿Por qué? Porque la provisión es tan ilimitada y siempre presente como el supremo Dador.

La mente mortal trata de mesmerizar al hombre con sus pretensiones de limitación, para que acepte que de alguna forma ha sido separado de la inagotable corriente de ideas de Dios, que es su derecho de nacimiento. Este sentido (esta empañante creencia) de separación lo hace sentirse incapaz de aceptar o ver estas ideas que producen provisión - ideas sustentadas y reforzadas por la ley divina. Es como el vagabundo que se muere de hambre justo delante del banco donde tiene millones sin saberlo.

Así que es de la eliminación de esta creencia empañante de lo que debemos ocuparnos, ¿no es cierto? No intentamos crear más provisión, sino estamos interesados en que se nos revele lo que ya ha sido provisto por nuestra fuente infinita. ¿Y qué es lo único que puede disipar esta obscura nube, dejando al descubierto la provisión espiritual? ¿Qué permitió a Hagar ver la fuente y encontrar ayuda para su hijo? Fue el ángel de Dios, Su idea espiritual o Cristo. Y eso nos permite a nosotros ver lo mismo.

Yo sé que esto funciona. Voy a permitirme ilustrar este punto con una experiencia personal, que a mí me lo demostró hermosamente. Cuando salí del servicio en la fuerza naval comencé a estudiar derecho en la Universidad de California, y después del segundo año, un amigo que estaba en tercero, a punto de hacer su examen final, me dijo, "¿por qué no te examinas tú conmigo?" Y yo le contesté: "Ja ja ja. El tercer año es el más difícil de la carrera, con cientos de casos que leer y las materias más pesadas". Y el me dijo, "vamos, tú podrías hacerlo". Bueno, entré y hablé con el decano de esta enorme facultad y simplemente se rió de mí. "¿Por qué?", dijo, "nunca nadie lo ha hecho. Usted no puede hacer algo así. Usted no puede pasar ese examen con sólo dos años de universidad".

Dejé su oficina y fui a la ciudad. Allí hablé con el profesor de Ciencia Cristiana de mi madre. El me dijo la cosa más maravillosa: "Cuando vas a estudiar, todo lo que estás haciendo es correr las cortinas de la limitación para dejar revelado lo que ya está ahí". Dejar revelado. Aprendí el tercer año en dos semanas. Aprobé todos los tests y con sobresaliente. Hice el examen y lo salvé. Era la primera vez que ocurría en la historia de la Universidad de California. No porque yo fuera brillante, (había muchos compañeros en mi clase que eran más brillantes que yo), sino porque yo tuve una vislumbre de la fuente. Sólo una vislumbre. Pero eso fue suficiente. Esto es lo que estamos haciendo, estamos alcanzando una vislumbre de la infinitud de esta provisión.

Las leyes de Dios son totalmente recíprocas, son leyes del ser que se coordinan y encajan a la perfección. Lo que aparece en el pensamiento humano como una persona o cosa que suple la necesidad de otra persona o cosa, es en realidad la ley recíproca del ser reflejando la totalidad de sí misma. Debemos reconocer y utilizar más y más esta ley recíproca del ser, que está siempre operando a nuestra disposición - y a disposición de aquellos con los que tratamos.

A veces se dice que nosotros hacemos nuestro trabajo en lo absoluto (lo espiritual) y que esto se manifiesta en el mundo de los símbolos (humanamente). Pero nosotros sabemos, que no empezamos por curar metafísicamente la "carencia", o las "plumas", o la enfermedad o cualquier otra ilusión (engaño). Practicamos la Ciencia del Cristo al negar con entendimiento la falsedad de la creencia y afirmar confiada y constantemente la Verdad del Cristo, la continua relación del hombre con Dios.

Esta verdad disuelve la mentira engañosa de la mente mortal. Es todo lo que puede destruir y destruye esta creencia errónea, y deja revelada la unidad inquebrantable del hombre con Dios. Nada más puede hacerlo o lo hará. Nosotros llamamos a esto "curación", pero sus resultados son simplemente efectos secundarios de esta afirmación de lo que es real.

Resumiendo, la carencia realmente no se supera recibiendo más dinero, educación o posesiones - sino despojándonos de la creencia de limitación. La provisión no se obtiene acumulando, sino eliminando la creencia de escasez.

Y eso es todo lo que ustedes están haciendo. En esa ayuda temporal que ustedes dan, a veces es útil darle un pequeño respiro al paciente que ha estado trabajando y trabajando y trabajando, y simplemente parece haber quedado extenuado. Yo a veces les digo, "usted váyase a casa y duerma que yo tomaré el mando por un rato." Y sólo pensar que son aliviados de su carga por un tiempo, los faculta para deshacerse del peso del malestar [disease] - mal-estar [dis-ease] (pónganle un guión mental). Y, en ocasiones, esto es lo que hacen ustedes. Rompen algo del hechizo, y les permiten tener una vislumbre.

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Esa verdad tranquilamente va trabajando todo el tiempo. Esa verdad está en acción, destruyendo la mentira. La verdadera provisión no la encontramos en las cosas que vienen a nosotros; por el contrario, es descubierta en las ideas que aparecen a través de nosotros, a través de la transparencia (la claridad, la pureza y la espiritualidad) del pensamiento iluminado.

Confío en que la naturaleza espiritual del sustento, de la provisión de Dios para su idea, el hombre, se haya hecho un poco más evidente. Y con ello, los objetivos y métodos de trabajo de su fundación se harán proporcionalmente más claros. Estas actividades suyas, basadas en la espiritualidad, bendecirán a todo aquel que toquen. No pierdan esto de vista. Bendecirán a todo aquel que toquen. Esto es, tanto al donante como a los receptores.

La Sra. Eddy nos dice: "La materia, examinada bajo la luz de la metafísica divina, desaparece". (CyS 274:33). Por supuesto que desaparece. Ella lo dice una y otra vez. Cuando escribió la "Declaración Científica del Ser" por primera vez, lo puso de esta manera: "No hay materia; todo es Mente infinita y su manifestación infinita". Después, para hacerlo más digerible, lo cambió a la forma que tiene ahora. Pero si ustedes toman la frase de la manera que es hoy, sigue sin haber materia.

En Misceláneos, en la página 357, ella dice: "El Espíritu es todo", y lo pone en cursivas. Cuando ella señala algo en cursivas es mejor prestarle atención. Después dice, "'No hay materia' no es sólo el axioma de verdadera Ciencia Cristiana, sino que es la única base sobre la cual esta Ciencia puede ser demostrada". Más claro no podría haberlo dicho. No hay vuelta que darle, no hay forma de malinterpretarlo. Es la base por excelencia de nuestro trabajo. Nuestros libros proveen esta maravillosa luz de curación a través de sus inspiradas afirmaciones de verdad espiritual. ¿No es ésta una forma práctica de enfrentar el error mortal?

Ahora bien, piensen en esto con atención. Está en Ciencia y Salud 233:29-30: "El hecho contrario relativo a cualquier enfermedad es necesario para sanarla." Fíjense en ese "es necesario". El hecho contrario es lo necesario.

Cuántas veces he recurrido a esto y he iniciado la disolución de la pretensión mortal confeccionando una lista de los "hechos contrarios" de la mentira específica, recurriendo después a la Concordancia para aprender más de cada hecho contrario o verdad. La riqueza de las verdades específicas empieza a fluir y trae "la luz de la metafísica divina". Esto es particularmente efectivo cuando nos sentimos agobiados o cuando el opio de la mente mortal, en forma de apatía o desaliento, se nos presenta. Este proceso puede ser casi mecánico al principio, pero pronto la inspiración empieza a fluir. Alguna vez, cuando se sientan abrumados con algo, recurran a este método.

Les daré un ejemplo. Un fin de semana tuve seis casos de ataques al corazón. Tres de ellos se desmayaron al teléfono. Imagínense toda la conmoción alrededor. Si usted tiene una creencia de dolor de estómago o algo así, uno piensa, bueno, dentro de un rato todo estará bien. ¿Pero un ataque al corazón? ¡Huyuyuy! ¿Cuál es el miedo? La muerte. ¿Cuál es el hecho contrario a la muerte? ¡Vida! Es lo único que realmente es.

De mis tiempos de abogado siempre mantengo un bloc de notas en mi escritorio, así que tomé mi lapicera. Nunca había hecho esto antes. Empecé a escribir todas las cosas que me venían al pensamiento sobre Vida. Eran los hechos contrarios de la muerte. Energía. Vitalidad. Movimiento. Libertad. Fuerza. Y así sucesivamente. Fui anotando ideas hasta que agoté todas las palabras que se me podían ocurrir. Luego fui al diccionario de sinónimos y tomé unas cuantas más y las añadí. Tengo unos cuantos diccionarios y usé todo lo que pude encontrar para agregarlo. Mientras tanto, la mente mortal me hacía pasar un mal rato. Me decía, "Es mejor que te esmeres, o vas a tener un par de pacientes muertos".

Sin embargo, en esa ocasión me di cuenta del poder que encierra esta actividad. Saben, la búsqueda es dulce. ¿Cuál es su estado de pensamiento mientras están buscando estos hechos contrarios de la mentira? Es espiritualmente elevador y alegre pensar en estas cosas. Me acuerdo que había juntado 65 términos cuando concluí, y que uno de ellos era "evergreen", es decir, "siempre verde". Esto tal vez no signifique nada para otro, pero para mí tenía algo de frescor, de vitalidad y de renovación.

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Sea como sea, fui a mis Concordancias y miré cada una de las palabras. Bien, no todas las cosas servían, pero ¡cómo me venían las ideas de ese libro mientras leía sobre Vida! Debí haber estado cuatro o cinco horas en eso. Cuando acabé, tenía un sentido de Vida más claro de lo que nunca antes había tenido. Los hechos contrarios llegaron a ser una realidad. No podía haber otra cosa que Vida cuando terminé. Eso es lo que sentía.

El lunes de mañana, los seis estaban de vuelta en su trabajo. Ahora, si hubiera tratado de arreglar colesterol, o arterias, o válvulas o algo así, todavía estaría trabajando.

¿Se dan cuenta? es este hecho contrario. Y es tan simple de hacer. No importa lo turbados que estén, ustedes pueden tomar un bloc y comenzar a escribir los hechos contrarios. Rápidamente verán cómo el temor se va calmando y pronto la cosa empieza a tener sentido para ustedes, entonces leerán esas hermosas afirmaciones que emanan con abundancia de los libros - cosas maravillosas. Nunca antes las habían visto como ahora. El amor que hay en ellas, simplemente sale a luz. Es una bendición tan grande tener esos libros.

Ustedes sabrán que la Sra. Eddy nos dijo que la buscáramos en sus libros. Yo a veces digo, cuando estoy solo, "ahora iré a visitar a mi mejor amiga". Así lo siento. Y esa manera de pensar abre los pensamientos, créanme. Es justamente el estado de pensamiento que se necesita para comprender esos hechos espirituales. Y mientras lo hacemos, las ideas simplemente fluyen. O trabajamos con verdades bíblicas, como con el "Dejaos del hombre, cuyo aliento está en su nariz; porque ¿de qué es él estimado?" (Isa. 2:22). ¿Qué dice esto de la demanda de la mente mortal de sanar la materia? "Dejaos".

Todos conocemos estas y cientos de otras familiares herramientas espirituales, y con frecuencia las hemos usado en nuestro trabajo de curación. Pero es necesario que estemos alertas bien al comienzo, al comienzo, - a la primera embestida del cuadro de la mente mortal - para que así empecemos bien desde la premisa espiritual y no tratemos de usar estas verdades espirituales intentando curar la materia.

Este es un desafío constante, ¿no es cierto? He conocido personas que han pasado años y años en el más fervoroso estudio. De hecho, toda curación retrasada que he visto, se ha demorado principalmente por haberse encaminado en la senda errónea; tratando, de una manera u otra, de arreglar la materia. Pero sabemos que el poder con el que estamos tratando es omnipotente. Tenemos el derecho de contar con la curación, porque el poder que está detrás de nosotros es mucho más grande que cualquier cosa que se nos ponga por delante. Tenemos el derecho de sentirlo de esta manera.

Antes de terminar, déjenme contarles el desenlace del ejemplo que mencioné al comenzar. Cuando la paciente me informó que todo vestigio de la enfermedad se había desvanecido (el cáncer había desaparecido), traté de recordar por un momento lo que había pensado hacía una semana, cuando la vi por primera vez. Entonces me di cuenta que lo importante de esta curación fue que, por mi parte, no podía recordar haber visto ninguno de los síntomas o apariencias de aquel problema, tan completamente libre de materia había llegado a ser mi visión de ella. En ningún momento había habido un esfuerzo para sanar o reparar un cuerpo material. Toda negación y toda afirmación fue hecha con el solo propósito de disolver una mentira y ver, en su lugar, una perfecta idea de Dios. (Desearía poder hacerlo más a menudo. Pero es una hermosa experiencia cuando sucede así).

Su hijo había sido amigo cercano del Gobernador de California, y éste personalmente se preocupó de que fuera examinada en las mejores clínicas del estado, y el diagnóstico fue unánime. Se creyó que no había forma de que ella pudiera seguir viviendo. Pero esa creencia no tiene origen - su pretensión no tiene substancia - y no hay ley que la apoye, ni conocida ni desconocida, ni médica ni de otra índole. Con esto, ustedes limpian la pizarra. Después afirman lo que es verdad, y lo hacen consistentemente.

Nuestra Guía lo establece en esa afirmación que ustedes conocen tan bien: "Jesús veía en la Ciencia al hombre perfecto, que aparecía a él donde el hombre mortal y pecador aparece a los mortales. En ese hombre perfecto el Salvador veía la semejanza misma de Dios, y esa manera correcta de ver al hombre sanaba a los enfermos." (CyS 477:34-4).

Otra vez más, la curación es simplemente la aplicación práctica de las reglas de esta Ciencia del Cristo, y "empezar bien" es una de las reglas. Queda bien resumido de esta forma: No tratamos de ver al hombre mortal como la imagen y semejanza de Dios; tratamos de ver la imagen y semejanza de Dios en vez del hombre mortal. ¿No esclarece esto nuestro objetivo al sanar? Y eso es exactamente "empezar bien."

 

Traducción de una charla dada en la reunión anual de 1990 de la fundación "The Principle Foundation" [http://www.principlefoundation.org/ ] por Daniel L. Jensen, C.S.B.

Autor: Daniel Levi Jensen foi estudante da Ciência Cristã por toda sua vida. Nascido e criado em Fresno, Califórnia, graduou-se na   Fresno High School e Fresno State College. Mais tarde,   conquistou um MBA na  University of Southern California.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Sr. Jensen serviu na Marinha dos Estados Unidos como um técnico de radar. Foi quando estacionado em San Diego  conheceu e estabeleceu amizade,  que conservou ao longo de sua vida,  com Laura Conant, esposa de Alfred F. Conant - o compilador da Concordância para os  escritos de Mary Baker Eddy.

Depois de vários anos de trabalho pessoal, ele continuou seus estudos na Universidade de Hastings College of the Law da Califórnia em San Francisco. Depois de concluído a faculdade de direito,  Mr. Jensen passou no exame da Califórnia Bar e voltou a Fresno para exercer  advocacia por vários anos.

Em 1960, recebeu aulas de  Instrução em  Classe Primária de   Ciência Cristã de Louise Brown Hurford, CSB. Três anos depois, vendeu seu escritório de advocacia,  a fim de dedicar-se ao trabalho, em tempo integral, como  praticista da Ciência Cristã.

Jensen foi nomeado por representantes da Igreja da Ciência  para servir como  diretor regional das Organizações Universitárias da Ciência Cristã. Também ensinou na Escola Dominical da Ciência Cristã por aproximadamente 25 anos, serviu como  capelão de presídio, em San Quentin,  por quatro anos.

Sr. Jensen  concluiu a Classe Normal de Ciência Cristã em 1970,  ministrado por Neil Bowles, CSB, de Atlanta, Georgia. A essa altura, estava vivendo na área de San Francisco, onde ensinou todas as suas Classes Primárias de Ciência Cristã.  Em 1973  foi nomeado pelo Conselho de Diretores da Ciência Cristã para servir no Conselho de Curadores da Associação Beneficente de Ciência  Cristã em San Francisco, mais tarde renomeado Arden Wood, Inc. Ocupando esse cargo durante doze anos.

Daniel L. Jensen fez sua transição em sua residência, em Point Richmond, Califórnia, em julho de 1995. Sua generosidade e  profundo amor, reforçado pela sua devoção a Deus, tocou inúmeras vidas. Este praticista continua sendo muito amado e  exemplo para ser emitado. "Muito bem, servo bom e fiel."

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sábado, 6 de dezembro de 2014

EXTRATOS DE LOS CADERNOS PERSONALES DE PROKOFIEV

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Extractos de los cuadernos personales de

Prokofiev

 

Russia-Chamada - Cópia

 

La depresión es una mentira de la mente mortal, en consecuencia no puede tener poder sobre mí, porque soy la expresión de la Vida, es decir, de la actividad divina:

1. Soy la expresión de la Vida, es decir, de la actividad divina.

2. Soy la expresión del Espíritu que me da poder para resistir todo lo que es desemejante al Espíritu.

3. Mi fidelidad permite que me adhiera ininterrumpidamente a todo lo que es verdadero.

4. Soy la expresión del Amor que sostiene mi interés constante en mi trabajo.

5. Mi individualidad me ha sido concedida para expresar belleza.

6. Por ser la expresión de la Mente, soy capaz de pensar vigorosa y creativamente.

7. Por ser el efecto de la única gran Causa, desecho todo lo que no procede de esta Causa.

8. Soy la expresión de la alegría que es más fuerte que todo lo que se le opone.

9. Soy la expresión de la perfección, y esto me guía a utilizar perfectamente mi tiempo.

10. Soy poseedor de salud, por lo tanto, trabajo con facilidade.

11. Tengo sabiduría para expresarla constantemente.

12. Soy la imagen de la Mente; esto me mantiene ocupado expresando pensamientos inspirados.

13. Soy honesto conmigo mismo y por tanto haré el mejor trabajo.

14. Como la actividad es mi cualidad inherente, el deseo de trabajar es natural.

15. Por cuanto soy la expresión del Alma, siento la necesidad de expresar belleza.

16. Tengo vigor porque soy espiritual.

17. La Vida infinita es la fuente de mi vitalidad.

18. En todo momento, estoy alerta para expresar pensamientos bellos.

19. Tengo deseos de trabajar, porque la acción es la expresión de la Vida.

20. Me regocijo a pesar de las tribulaciones, soy la oportunidad de demostrar las realidades de la Vida.

No hay mente mortal que exprese ninguna creencia inarmónica de costumbres materiales.

Soy la evidencia de lo que piensa la Mente inmortal.

 

Fonte: texto extraído dos  escritos pessoais de Serguei Sergueievitch Prokofiev, redigido em russo, encontrado em París, 1959.

Nota: Prokofiev, famoso compositor russo, nasceu em 23 de abril de 1891, em Oblast de Donetsk, Ucrânia. Foi casado com Lina  Prokofiev, estudante da Ciência Cristã, que conheceu Olga Alexandrovna Barteneva,  uma das grandes pioneiras da Ciência Cristã na russia. Distribuiu literatura da Ciência Cristã, contrabandeada, durante a ditadura stalinista. [Sobre a introdução da Ciência Cristã na Rússia, leia: A Ciência Cristã na Rússia: a  cura espiritual na era stalinista.]

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Glossário: 

DEUS. O grandioso Eu Sou; Aquele que tudo sabe, que tudo vê, que é todo atuante, todo-sabio, todo amoroso e eterno; o Princípio; a Mente; a Alma; o Espírito; a Vida; a Verdade; o Amor; toda a substância; inteligência. Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de Mary Baker Eddy - página 587:6-9.

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sábado, 29 de novembro de 2014

O PORQUÊ DAS DIFERENÇAS ENTRE OS EVANGELHOS

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Comentário sobre relato bíblico

Os estudos bíblicos se constituem numa vibrante área de pesquisa que publica de forma intensa. Isso se deve ao fascínio que os textos antigos exercem sobre os leitores contemporâneos, seja como texto de saber histórico, seja como texto que sempre se mostra aos leitores de forma renovada.

Por isso, a Bíblia é estudada numa riqueza de perspectivas, abordagens, métodos  e hermenêuticas. Ao interesse pelo texto bíblico soma-se a busca por sua origem, da mesma forma que pelos textos que lhe são vizinhos: os apócrifos, pseudepígrafos  e  os Manuscritos do Mar Morto. Comentário de Gabrielle Boccaccini, Departamento de Estudos do Oriente Próximo da  Universidade de Michigan, E.U.A

 
 
O porquê das diferenças entre os evangelhos
 
 Edmilson Schinelo

 

Os evangelhos não são biografia de Jesus. Quando foram escritos, não tinham a intenção de narrar nos detalhes o que se passou com o Nazareno. Com certo grau de humor, costumamos dizer o seguinte: se quisermos saber direitinho como foi a vida de Jesus, teremos que esperar nossa ressurreição e perguntar a ele. Mas é possível que a pergunta não faça mais sentido. Agora, se desejamos conhecer a experiência que as primeiras comunidades fizeram à luz do que Jesus disse e fez, aí sim podemos ler os evangelhos. E como as comunidades eram diferentes entre si, é normal que um mesmo fato a respeito da vida de Jesus tenha sido registrado de forma diferente por cada comunidade.

Para nosso olhar de fé, sabemos que a inspiração divina permitiu essa multiplicidade de relatos exatamente para que pudéssemos seguir aprendendo que as diferenças nos enriquecem e nos complementam. Se assim não fosse apenas um evangelho teria sido suficiente.

 

As diferenças entre os evangelhos, portanto, são fruto em primeiro lugar da vontade divina. Mas também de outras condições. Vejamos algumas.

1. Diferentes maneiras de se contar um mesmo fato

Em sua vida pública, Jesus constituiu um movimento itinerante, formado de mulheres e homens (veja Lc 8,1-3) e andou por cidades e povoados anunciando o Reino, curando as pessoas e propondo um jeito novo de viver. As coisas que disse e fez não foram anotadas de imediato, foram gravadas na mente e no coração das pessoas, que passaram a contar para seus filhos e filhas, na catequese, nas celebrações, na vida das primeiras comunidades. A isso nós chamamos de tradição oral. Somente mais tarde teve início o processo de redação dos textos, incialmente em forma de pequenas coleções (ditos de Jesus, relatos da paixão, coleção de parábolas, coleção de milagres etc). Ora, é evidente que um mesmo fato ou uma fala que tivessem um núcleo comum adquirissem “caminhos” e tradições diferentes na medida em que eram transmitidos “de boca em boca” por diferentes grupos. Na Bíblia também funciona o famoso “quem conta um conto aumenta um ponto”.

 

Esta é uma das razões porque um relato difere do outro (confira, a título de curiosidade, o relato do episódio de Jesus caminhando sobre as águas na versão de Mc 6,45-52 e na versão de Jo 6,16-21; se quiser, confira também com Mt 14,22-33). Veja também como a oração do Pai Nosso é diferente em Lc 11,1-4 e em Mt 6,9-13.

 

2. Épocas e contextos diferentes

Tomemos o seguinte exemplo: por defender a floresta e o povo empobrecido da Amazônia, contrariando os interesses das elites e do capital internacional, Chico Mendes foi assassinado em 22 de 1988, em Xapuri, no Acre. Seu testemunho repercute até hoje. Imaginemos o quanto seriam diferentes as histórias de sua vida se escritas nos anos que sucederem sua morte por gente ainda sofrendo ameaças, das histórias contadas por seus familiares e escritas por um neto seu que não o conheceu pessoalmente, 30 anos depois, já vivendo no Rio de Janeiro. Bem diferente seria também uma versão escrita por uma pessoa de algum país europeu que apenas escutou relatos orais. É impossível que a situação de quem escreve não se reflita no texto.

O mesmo aconteceu com os evangelhos. Ao escreverem os textos, as comunidades também foram influenciadas pelo contexto em que viviam.  Por volta do ano 70, época da destruição de Jerusalém pelos romanos, deve ter surgido o evangelho de Marcos, o primeiro dos quatro. Em várias passagens texto de Marcos é bastante marcado pelo silêncio e pelo medo. Em Marcos, Jesus morre em situação de abandono (compare Mc 15,33-39 com Jo 19,28-30). É como se a comunidade cristã, enfrentando a guerra e o massacre, estivesse repetindo o salmo: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste! (Sl 21,2). Cerca de 30 anos mais tarde, quando a comunidade de Joao relata o mesmo fato, já quer destacar um Jesus senhor da história e vencedor da morte, em condições de ele mesmo entregar o seu espírito, dizendo que tudo está consumado (Jo 19,30). Diferença de contextos.

3. Destinatários diferentes

Nos dias de hoje os evangelhos se destinam às nossas comunidades de fé. Mas à época em que foram escritos, tiveram destinatários diferentes. O evangelho de Mateus foi escrito para comunidades judaico-cristãs. É comum que acentue aspectos importantes para o judaísmo, como, por exemplo, o pleno cumprimento da lei (Mt 5,17-18). Enquanto em João o próprio Jesus viaja pela Samaria com seus discípulos (Jo 4), em Mateus ele diz que os discípulos não devem entrar em terras de samaritanos (Mt 10,5). O evangelho de Lucas tem como destinatárias as comunidades cristãs do mundo greco-romano, menos presas às tradições judaicas. O texto de Mt 10,5 não caberia no evangelho de Lucas. 

4. Diferentes acentos teológicos

No essencial os evangelhos coincidem: Deus envia se filho ao mundo, ele forma um grupo de seguidoras/es e vive servindo os pobres; sua forma de agir acaba desagradando as autoridades judaicas e romanas e por esse motivo é assassinado na cruz; mas ressuscita e as primeiras anunciadoras do novo são as mulheres. Esse fio comum perpassa os quatro relatos: Marcos, Mateus, Lucas e João.

Entretanto, cada evangelho tem sua especificidade teológica. Marcos apresenta Jesus como um curador da vida, alguém que passa a maior parte do tempo curando as pessoas e expulsando demônios. Mateus, por sua vez, insiste nos longos discursos de Jesus, apresentando-o como um rabino, um mestre da justiça. A dimensão do perdão e da salvação universal e mais destacada em Lucas do que em Mateus e Marcos. Para João, Jesus é o verbo que sempre existiu, mas ao se encarnar, ensina-nos a viver um discipulado de iguais.

Outro exemplo: na genealogia de Mateus, Jesus é descendente de Abraão (Mt 1,2). Como Abraão é pai do povo de Israel, Jesus é, portanto, um bom judeu. Já em Lucas, Jesus não é descendente apenas de Abraão, mas de Adão (Lc 3,38). Em sua visão mais universalista, Lucas apresenta Jesus não como filho do povo judeu, mas de toda a humanidade.

5. Uso diferente de textos do Primeiro Testamento

Dado o seu interesse teológico diferente ou mesmo a diferente tradição que preservou o fato, as comunidades também recorrem a diferentes textos que teriam sido ditos por Jesus em momentos específicos. No episódio da expulsão dos vendilhões do templo, de acordo com Marcos, Jesus teria dito: Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos, mas vocês fizeram dela um covil de ladrões. Já de acordo com o texto de João, as palavras de Jesus teriam sido outras: Não façam da casa de meu pai uma casa de comércio. Na verdade, enquanto o texto de Marcos recorre a Is 56,7 e a Jr 711, João faz uso de Zc 14,21. Ainda conforme João, os discípulos teriam se lembrado do Sl 69,10:O zelo por tua casa me devovará.

Outro exemplo é a última frase que Jesus teria dito na cruz, antes da morte. Enquanto Marcos cita o Salmo 22,2 (Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste!), Lucas cita o Salmo 31,6: Em tuas mãos entrego o meu espírito!

No relato da infância de Lucas, depois de nascer, Jesus volta de Jerusalém para a Galileia, não teria ido morar no Egito (cf Lc 2,39-40). Em Mateus, como Jesus e comparado a Moisés, ele vai morar no Egito, é perseguido por um novo faraó (Herodes), tem a ajuda dos magos (como Moisés teve das parteiras) e proclama, no monte a nova Lei, as Bem-aventuranças (Mt 5.1-12). Trata-se, na versão de Mateus de uma releitura do êxodo, como Oseias já havia feito: Do Egito chamei o meu filho (Os 11,2).

6. Um exercício prático

Tomemos o relato das mulheres indo ao túmulo na madrugada da ressurreição, presente nos quatro evangelhos: Mc 16,1-8; Mt 28,1-10; Lc 24,1-11 e Jo 20,1-18. Muitas diferenças podem ser observadas entre os relatos. Propomos aqui que identifiquemos apenas algumas, com base na resposta às seguintes perguntas: a) quem são as mulheres que vão ao túmulo na madrugada da ressurreição? Quem está lá para avisar as mulheres que Jesus está vivo ou para dirigir-lhes alguma palavra? Qual a reação das mulheres?

Comecemos pela segunda pergunta: em Marcos, encontramos um jovem de branco. A versão de Mateus se inspira em Marcos, mas no lugar do jovem aparece um anjo. Lucas também se inspira em Marcos, mas fala de dois homens com vestes resplandecentes. Tanto em Mateus como em Lucas funcionou o “quem conta um conto aumenta um ponto”. João menciona dois anjos, possivelmente por fazer referência ao novo jardim não manchado pela morte (Jo 19,41). Se no antigo jardim Deus colocou os querubins para impedir que o ser humano chegasse à árvore da vida (Gn 3,24), em Jo 20,12-13 os anjos são os primeiros a confortar a mulher, com a pergunta carinhosa depois repetida por Jesus: Por que choras?

Observemos a diferença quanto à reação das mulheres. Em Marcos, elas fogem em silêncio: não contaram nada a ninguém porque tinham medo (Mc 16,8). Já vimos que o contexto em que se escreveu o evangelho de Marcos é marcado pelo medo da perseguição romana. Nos demais textos, elas contam aos discípulos. O medo ainda permanece, mas elas contam. O texto de Mateus acrescenta que apesar do medo, elas estavam alegres (Mt 28,8). Sabemos que o texto de Mateus foi escrito cerca de 15 a 20 anos depois do texto de Marcos. As comunidades ainda experimentavam o medo, mas eram capazes de anunciar com mais alegria a ressurreição

 

Em relação à primeira pergunta, notemos que o nome de Maria Madalena está em todos os textos, o que nos permite concluir que ela foi a grande apóstola da ressurreição. Mas não há coincidência em relação aos nomes das demais mulheres. Por que? É muito possível que as comunidades tenham se recordado de mulheres que foram lideranças marcantes à sua própria tradição. Ou seja, para a comunidade de Marcos, além de Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé ficaram na memória da comunidade. Já de acordo com Lucas, o nome de Joana foi mais mencionado e ficou gravado (Lucas fala também de outras mulheres).

No caso de João, Maria Madalena vai só ao túmulo. E a narrativa tem um sentido bastante especial, baseando-se em dois textos do Primeiro Testamento. Por um lado, o texto refaz a trajetória da amada em busca do seu amado, conforme os belos poemas do Cântico dos Cânticos: Encontraram-me os guardas que rondavam a cidade: vocês viram o amado da minha vida? Passando por eles, contudo, encontrei o amado da minha vida. Agarrei-o e não vou soltá-lo (Ct 3,3-4). Por outro lado, Jo 20,1-18 apresenta-nos uma releitura da criação: trata-se de uma nova semana, um novo jardim e uma nova humanidade, representada em Jesus e em Maria Madalena. Relato de um encontro que transforma e que permitiria a ela dizer, quase parafraseando Gabriel García Marques: “Gosto de você pelo que você é, mas também pelo que sou quando estou com você!”

 

Fonte: CEBI - Centro de Estudos Bíblicos.

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sábado, 1 de novembro de 2014

AQUI OU NO ALÉM?

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Aqui ou no Além?

CONNIE KAY HOWARD

 

Muitas pessoas se perguntam acerca do além, e com razão. Deveria ser do interesse e preocupação primordial de cada um de nós, saber algo acerca de nosso futuro. As perguntas sobre a vida e a morte sempre deram margem a muitos pensamentos e desafios.

Mrs. Eddy [Mary Baker Eddy]  deixa bem claro os ensinamentos da Ciência Cristã acerca da morte e do além. Um estudo cuidadoso de suas declarações sobre esses pontos, com o auxílio das concordâncias, é do máximo proveito. Esses ensinamentos, conforme estão expostos em Ciência e Saúde e nos demais escritos de sua autoria, estão completamente de acordo com a doutrina de Cristo Jesus.

P1040293 - Foto  Edésio Ferreira Filho 

Baia da Babitonga, São Francisco do Sul - SC, Brasil

Primeiramente, necessitamos compreender que Deus é a Vida e que por isso Êle não conhece a morte. Para Deus, a Vida divina, e para o universo espiritual de Sua criação, inclusive o homem, não existe morte. A criação material é uma contrafação, isto é, um conceito errôneo acerca do homem, e as verdades acerca do ser não podem ser encontradas por meio dos sentidos materiais. Por isso, nosso sentido espiritual precisa ser utilizado a fim de que reconheçamos e demonstremos a verdade, ou seja, os fatos espirituais acêrca do homem e da Vida eterna.

Mrs. Eddy afirma: “A morte nada mais é senão outra fase do sonho de que a existência possa ser material” (Ciência e Saúde, p. 427). Dessa forma, para apreender e demonstrar as verdades acerca da Vida eterna, precisamos primeiramente e antes de mais nada, por meio de uma profunda purificação e espiritualização do pensamento, erradicar a falsa crença acerca da vida e da substância materiais. Isso pode ser feito aqui e agora mesmo, hoje, se estamos dispostos a identificar-nos radicalmente com a Verdade e pôr o eu de lado. A materialidade é um conceito errôneo ou êrro a respeito do homem. Portanto, precisamos mentalmente substituir essa mentira com as verdades sobre o ser, isento de morte, e da substância indestrutível, sem levar em conta o que o falso testemunho dos sentidos materiais diz.

A morte não pode sobrevir a Deus, por isso não pode sobrevir ao homem, Sua imagem e semelhança. Uma vez firmemente estabelecido esse fato, percebemos que na onipotência de Deus, a Vida divina, o seu oposto, a morte, não pode ter manifestação. Deus não partilha seu poder com nenhuma outra entidade. O que habilitou Jesus a ressuscitar os mortos foi sua compreensão pura acerca da vida imortal. Isso ele fez aqui, e instruiu seus seguidores a que também o fizessem (V. Mateus 10:8).

Quando alguém morre, segundo os sentidos materiais, ele só pode despertar para uma outra fase da existência mortal, para o fato de que a morte não o destruiu. Não entra, de uma forma milagrosa, no céu ou no inferno. O céu e o inferno são estados de consciência, e a mera crença de morrer não altera repentinamente a consciência da pessoa. O caminho para o céu, ou a unificação consciente com Deus, se encontra por meio da compreensão e da demonstração da Vida divina. A morte não é o limiar rumo à Vida.

O corpo, como matéria, é a manifestação da mente mortal; por isso, até que nos despojemos dessa mente e que ela seja corrigida pela Verdade, continuamos com um corpo semelhante ao que tínhamos antes da experiência da morte. A morte, em si, não traz nenhuma libertação da matéria, do pecado e da doença. Labutamos sob uma falsa impressão quando cremos que através da morte podemos escapar do erro ou libertar-nos dos sofrimentos por ele causados.

O indivíduo precisa elevar-se e corrigir os erros dos sentidos aqui e agora, porque se não o fizer aqui, terá de fazê-lo algum dia no além. O indivíduo não se torna perfeito ao morrer; a perfeição aparece ao nos libertarmos das crenças materiais, ao vencermos o pecado, a doença, e a morte.

Nossa libertação de todo o sofrimento e do corpo material vem com nossa ascensão para fora das crenças que são contrárias às verdades divinas acerca do ser. Podemos fazer isso, aqui ou no além, na proporção de nossa compreensão da verdade. “Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).

Acreditar que a morte nos libertará do erro é um esforço mesmérico da mente mortal para ampliar suas próprias crenças falsas. Entorpece nossa espiritualidade e perpetua a complacência em pensar de acordo com o que é mortal. À medida que percebemos que não há momento mais propício do que o presente para resolver o grande problema do ser, não deixamos para amanhã o progresso que pode ser feito hoje.

Os fiéis trabalhadores na vinha da Verdade podem ficar seguros de que colherão na terra o galardão de seus trabalhos celestiais e suas obras os seguirão. Por outro lado Mrs. Eddy escreve: “O pecado e o êrro de que estamos possuídos no instante da morte não cessam naquele momento, mas perduram até a morte desses erros” (Ciência e Saúde, p. 290). Por isso, presumir que a crença da morte perdoa o pecado ou elimina o sentido material do corpo, é um engano.

Isso salienta a necessidade de progredir aqui e agora - a fim de encontrar o reino dos céus que está dentro de nós, a fim de espiritualizar hoje os nossos pensamentos e, portanto, o nosso conceito acerca do corpo. Quer aqui, quer no além, o reino dos céus, ou seja, a harmonia divina, precisa ser demonstrado por meio de nossa ascensão para fora das crenças da materialidade e seus acompanhantes, o pecado, a doença, e a morte, rumo aos fatos eternos e sempre presentes do ser em Deus, a Vida divina.

A velha crença de que quando alguém morre então “está com Deus” não pode ter nenhum fundamento científico. Se isso fosse verdade, a morte seria uma bênção, mas ela não é nem ajuda nem empecilho em nosso progresso rumo ao Espírito.

Quanto nos regozijamos ao despertar para o fato de que a vida é ininterrupta, e está para sempre unida com o Pai! Aqui e agora mesmo podemos começar a demonstrar esses fatos e encontrar nosso lugar na eternidade. Não precisamos esperar por algum suposto além.

 

Fonte: revista “O Arauto da Ciência Cristã", edição de janeiro de 1972  - © 1972 The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados

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